As formigas e a manutenção do equilíbrio biológico do nosso planeta

Atualmente são conhecidas cerca de 12.000 espécies de formigas e estas vivem em praticamente todos os locais da Terra, inclusive no Deserto do Saara.

São encontradas sempre em comunidades com grande número de indivíduos e seguindo uma organização perfeita. Mesmo conhecendo inúmeras formigas e convivendo muitas vezes com elas, muitos de nós não faz idéia da importância destes pequenos insetos na manutenção do equilíbrio do nosso ecossistema.

Estes animais são responsáveis, dentre outras coisas, pela ventilação e mistura do solo – fator que contribui para a difusão da matéria orgânica -, além de aumentar a infiltração da água e manter o ambiente saudável. A construção de túneis subterrâneos também colabora para o fluxo de material orgânico no solo.

As formigas são conhecidas por apresentarem organização social; suas colônias sempre bastante populosas podem ser encontradas em ambientes como madeira morta, embaixo do solo e até mesmo em nossas residências a partir das plantas.

Esses insetos vivem em perfeita harmonia com diversas espécies de vegetais em uma relação proveitosa para ambas as partes. As formigas são responsáveis por fertilizar o solo e auxiliar na polinização. Cerca de 50% das plantas herbáceas dependem da colaboração destes insetos para a dispersão de suas sementes. As plantas fornecem alimento, proteção e local para as formigas formarem seus ninhos. As formigas são ainda recicladoras naturais. Esses insetos são realmente benéficos e contribuem de forma fascinante para manutenção do equilíbrio biológico do nosso planeta.

Fonte: Jornal Ciência

Tarântulas escalam paredes como o Homem-Aranha

Pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, descobriram que tarântulas produzem teias na ponta de suas patas para manter o equilíbrio em suas escaladas, assim como o Homem-Aranha. Essa espécie de aracnídeo utiliza pouco sua teia, apenas para fazer e proteger sua toca.

Os cientistas não sabiam se as tarântulas produziam a teia na ponta das patas ou se recolhiam a teia da fiandeira, utilizando como se fosse uma cola. Para descobrir, os pesquisadores colocaram tarântulas em um tanque limpo e seco, equipado com lâminas de microscópio. Eles inclinavam o tanque para que os animais deslizassem ligeiramente pelas paredes, além de filmarem todo o processo.

As gravações mostraram qua apenas as patas das aranhas tocavam as paredes do tanque. Além disso, ao analisarem as lâminas de microscópio, os pesquisadores identificaram resquícios de teia nas pegadas das tarântulas.

As patas de três diferentes espécies de tarântulas (Grammostola rosea, Poecilotheria regalis e Brachypelma auratum) também foram estudadas em um microscópio de elétrons e fusulas (glândula que controla a grossura e a velocidade com que a teia será produzida pela fiandeira da aranha) foram encontradas em meio aos pelos.

Fonte:  National Geographic

Focas usam seus bigodes para escolher comida

Com a ajuda de seus bigodes sensíveis a vibração, focas são capazes de achar comida na água turva, revelou um estudo da Universidade de Rostock, na Alemanha.

Outra descoberta da pesquisa foi que as focas, com seus bigodes, conseguem diferenciar o tamanho e o formato de peixe a partir de seu rastro na água.

O pesquisador Wolf Hanke, responsável pelo estudo, e sua equipe, treinaram uma foca chamada Henry. O animal foi ensinado para pressionar alvos de acordo com o tamanho da presa. Henry, com os olhos e ouvidos tampados, conseguiu diferenciar presas com nadadeiras com diferença de até 2,8 centímetros de largura.

Os cientistas fizeram o teste com Henry utilizando peixes robóticos, com nadadeiras de diversos formatos: triangulares, cilíndricas, planas e onduladas. A foca distinguiu as nadadeiras planas das cilíndricas, as planas das onduladas e a onduladas das cilíndricas. Porém, teve dificuldades de diferenciar as nadadeiras triangulares das onduladas e das cilíndricas.

Outro teste foi feito na pesquisa, variando a velocidade dos peixes robóticos, para fazer com que a foca identificasse a presa somente pelo seu rastro, sem considerar sua velocidade. Henry conseguiu fazer a identificação das presas, mas com um pouco menos de acuracidade.

O estudo foi publicado no periódico científico Journal of Experimental Biology. 

Fonte: National Geographic

Lua tem 100 vezes mais água do que se pensava

Cientistas do Carnegie Institution for Science, nos Estados Unidos, descobriram que a Lua tem muito mais água do que se pensava.

Eles mediram o magma preso em cristais coletados durante a missão Apollo 17 e constataram que contém 100 vezes mais água do que o mensurado anteriormente.

Diferentemente da maioria dos depósitos de magma, as amostras retidas em vidro vulcânico não perdem umidade durante as erupções. Assim, fornecem as informações mais completas que se têm atualmente sobre a quantidade de água presente no interior da Lua.

Esses dados podem mudar o estudo da formação do satélite. Isso porque a baixa quantidade de elementos voláteis encontrados em sua superfície havia sido interpretada como prova de que a Lua se formou após grande impacto de alta temperatura.

Mas a nova pesquisa mostra que aspectos dessa teoria precisam ser reavaliados, para contemplar o novo índice de umidade do magma no interior do astro.

O estudo também foi uma peça-chave para explicar o gelo detectado em crateras lunares em diversas expedições recentes da Nasa. Ele havia sido atribuído ao impacto de cometas e meteoros, mas é possível que parte do gelo seja proveniente do vidro vulcânico.

Fonte: National Geographic

Encontrado o gene que é responsável exclusivamente pelo desenvolvimento do cérebro humano

Segundo pesquisadores, o gene laminina Gamma-3 é o responsável por desenvolver o cérebro.

O estudo mostra que este gene provoca as dobras e pequenas ondulações existentes no nosso cérebro, que ajudam a nossa capacidade de reter memória e de pensar complexamente.

A pesquisa só foi possível devido à análise de um paciente da Turquia que, surpreendentemente, não possui tais dobras. Cientistas da Universidade de Yale, em Connecticut EUA, diz que graças ao turco possuir essa diferenciação cerebral, foi possível entender que este gene específico sofreu uma mutação no seu corpo.

O professor Murat Gunel, declarou a revista Nature Genetics: “A demonstração do papel fundamental deste gene no desenvolvimento humano nos dá mais um passo para resolver o mistério da jóia da caroa da criação: o córtex cerebral”. É importante salientar que estas dobras cerebrais só são vistas em mamíferos que possuam o cérebro grande, como golfinhos e macacos, e de forma mais desenvolvida no ser humano.

Aparentemente a mutação ocorre no período embrionário, pois é nesta fase da vida que algumas características celulares das células nervosas, como os dendritos que formam sinapses e transmitem impulsos nervosos, se maturam.

Murat Gunel ressalta ainda que: “Embora o mesmo gene esteja presente em organismos inferiores, em cérebros lisos, como em ratos, de alguma forma houve uma mutação para adequar novas funções para o córtex occipital, levando a formação de pequenas dobras, encontradas no cérebro humano”.

As pesquisas pretendem avançar para formar um modelo mais fidedigno do cérebro humano em computadores. Chamado de Projeto Cérebro Humano, a nova pesquisa pretende receber 1 bilhão de dólares para avançar as pesquisas e entender o cérebro humano à nível nunca antes visto, levado a esperança para curas de algumas doenças como o mal de Parkinson.

Fonte: Jornal Ciência

Como as memórias de infância desaparecem



Qual é a sua memória mais antiga?

Seja qual for, é improvável que você se lembre de fatos anteriores aos três ou quatro anos de idade devido a um fenômeno chamado amnésia infantil, a incapacidade de lembrarmos dos primeiros anos de vida quando adultos. Pesquisas recentes exploram o intervalo de tempo em que as memórias da primeira infância desaparecem ou se tornam mais nítidas. Suas descoberta: quanto mais velha a criança, maior a idade da sua primeira memória.

Em um estudo longitudinal publicado na revista Child Development, pesquisadores fizeram perguntas a 140 crianças de diferentes grupos etários sobre suas memórias mais antigas. A equipe comparou os resultados com o que as crianças disseram dois anos antes para saber como as memórias da infância mudam ao longo do tempo nas várias faixas etárias.

No primeiro estudo e no atual, as crianças deveriam recordar suas três memórias mais antigas. As crianças mais novas geralmente se saíam melhor que as mais velhas ao acessarem memórias anteriores aos três ou quatro anos de idade. No entanto, elas não se lembravam dos mesmos fatos dois anos depois.

As crianças mais velhas, entretanto, apresentavam mais facilidade de evocar as mesmas memórias antigas, mas a idade geral das memórias também cresceu.

Essa tendência sustenta a ideia de que as crianças mais velhas se lembram mais dos mesmos eventos ao longo do tempo, além de ajudar a explicar como a amnésia infantil se altera entre a primeira infância e a vida adulta.

Fonte: Discovery Brasil

Raia amazônica é reconhecida oficialmente pela ciência

Uma raia amazônica, conhecida como raia-tigre, foi reconhecida oficialmente como uma nova espécie. A Potamotrygon tigrina, nome dado a este peixe de água doce, está intimamente relacionada à Potamotrygon schroederi, encontrada no Rio Negro (Brasil) e no Rio Orinoco (Venezuela, Colômbia).

Ambas as espécies são muito semelhantes em proporções e contagens, e compartilham características que reforçam a hipótese de que elas sejam derivadas da mesma família. Algumas similaridades são: morfologia angular cartilaginosa, cor da cauda distal, padrão da espinha dorsal da cauda e sistema de linha lateral ventral.

A nova espécie foi encontrada no Rio Nanay, na bacia do alto rio Amazonas, Peru. A Potamotrygon tigrina, é facilmente distinguida dos demais congêneres por sua coloração conspícua do disco dorsal, composto de amarelo para o laranja, fortemente entrelaçados com um marrom-escuro com fundo preto.

Por mais de uma década, os comerciantes de aquários na parte mais alta da Bacia Hidrográfica Amazônica do Peru têm capturado os peixes de água doce, recentemente oficializado como Potamotrygon tigrina, nome inspirado em sua coloração laranja-preto e a cauda em faixas.

Com até 80 centímetros de largura, a espécie é distinta de outras raias com base, entre outras características, no padrão de cores e as espinhas dorsais na sua cauda que são menores e não tão estreitamente agrupadas como as de seus parentes.

"É uma das mais belas espécies", disse Marcelo de Carvalho, zoólogo da Universidade de São Paulo (USP), que desenvolveu um novo estudo sobre a raia-tigre. O porquê da P. tigrina ser tão marcante em sua coloração em comparação ao marrom brando e “bronzeado” das outras raias ainda é um mistério, acrescentou Carvalho. Por exemplo, as listras poderiam ser uma coloração de advertência, embora as raias de água doce da Amazônia, em sua maioria, terem poucos predadores, à exceção do crocodilo.

Em geral não se sabe praticamente nada sobre a raia-tigre, de fato, os comerciantes dos aquários que capturam-na na natureza ou as reproduzem em cativeiro, provavelmente, sabem muito mais sobre a biologia do que a maioria dos cientistas, conforme explica o especialista. A P. tigrina é um dos animais de estimação mais comuns na Ásia, especialmente Japão e China.

Dar ao animal uma espécie de classificação formal "é o primeiro passo na compreensão de como nós podemos regular este recurso", disse Carvalho. Como a espécie ainda é pouco estudada, não se sabe ainda sobre a conservação da espécie.

Fonte: Ciclo Vivo