Carta do Chefe Seattle - Vale a pena ler

“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A ideia é estranha para nós. Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los? Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo. Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa nas florestas escuras, cada inseto transparente,  zumbindo, é sagrado na memória e na experiência de meu povo.

A energia que flui pelas árvores traz consigo a memória e a experiência do meu povo. A energia que flui pelas árvores traz consigo as memórias do homem vermelho.Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho.

Somos parte da Terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo, a grande águia, estes são nossos irmãos. Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, todos pertencem à mesma família. 

Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar onde poderemos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra. Mas não vai ser fácil. Pois esta terra é sagrada para nós.

A água brilhante que se move nos riachos e rios não é simplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é o sangue sagrado de nossos ancestrais. Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagrada e que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisas da vida de meu povo.

O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai. Os rios nossos irmãos saciam nossa sede. Os rios levam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se de ensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês, e consequentemente vocês devem ter para com os rios o mesmo carinho que têm para com seus irmãos.

Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras. Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranho que chega à noite e tira da terra tudo o que precisa. A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence, segue em frente. Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa. Ele sequestra a Terra de seus filhos, e não se importa. O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhos são esquecidos. Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, como coisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes. Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto. Não sei. Nossas maneiras são diferentes das suas. A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho. Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende. 

Não existe lugar tranquilo nas cidades do homem branco. Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ou o ruído das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo. A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos. E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa. Sou um homem vermelho e não entendo.

O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou perfumado pelos pinheiros. O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo hálito. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo há dias esperando a morte, ele é insensível ao mau cheiro. 

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritos com toda a vida que ele sustenta. Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento que é adoçado pelas flores da campina. Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não entendo de outra forma.

Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os matou da janela de um trem que passava. Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fuma pode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamos para ficarmos vivos. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão do espírito. Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem. Todas as coisas estão ligadas.


Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pés é as cinzas de nossos avós. Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terra é rica com as vidas de nossos parentes. Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra. Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos. Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem – o homem pertence à Terra. Isto nós sabemos. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas.

Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra. O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela. O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo. Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum. Podemos ser irmãos, afinal de contas. Veremos. De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um dia descobrir – nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejam possuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo. Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para com o homem vermelho quanto para com o branco. A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezo por seu criador. Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos. Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade, queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algum propósito especial lhes deu domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho.

Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando os búfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantos secretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vista das montanhas maduras manchadas por fios que falam. Onde está o bosque? Acabou.Onde está a águia? Acabou. O fim dos vivos e o começo da sobrevivência.”

Extraído de The Irish Press, sexta-feira, 4 de junho de 1976.

Em 1854, "O Grande Chefe Branco" em Washington fez uma oferta por uma grande área de território indígena e prometeu uma "reserva" para os índios. A resposta do Chefe Seattle escrita acima tem sido considerada uma das declarações mais belas e profundas já feitas sobre o meio-ambiente.

Lua de Saturno pode ter chuva de metano

Cientistas do laboratório de física da Universidade de Johns Hopkins acreditam na possibilidade de uma grande chuva de metano em Titã, maior lua de Saturno.

Titã apresenta lagos de metano em altas latitudes e regiões equatoriais áridas com a presença de dunas. A área desértica da lua possui uma rede de canais secos que podem representar um passado de clima úmido. Imagens captadas pela sonda Cassini revelam indícios de chuvas sazonais após o equinócio - quando o sol está sobre o equador e ocasiona a mudança de estações - de agosto de 2009. As descobertas mostraram que os sistemas climáticos da atmosfera de Titã e as transformações em sua superfície sofrem influências das estações do ano.

As mudanças ocorreram algumas semanas após o fenômeno climático; os cientistas identificaram uma grande mancha escura de área correspondente aos estados do Arizona e Novo México. De acordo com as explicações apresentadas no estudo publicado na revista Science, a sombra era conseqüência do solo úmido depois da tempestade de metano. Em Titã as nuvens são formadas por hidrocarbonetos (como metano e etano) que compõe um sistema semelhante ao ciclo da água do planeta Terra. O metano enche lagos, satura nuvens e cai na forma de chuva. Entretanto os pesquisadores acreditavam até então que o metano existisse apenas nas regiões polares da lua.

O movimento de rotação de Titã dura 16 dias terrestres e a atmosfera do satélite possui padrões simples de circulação, fazendo com que suas nuvens possam se movimentar com maior facilidade de um hemisfério para outro, levando assim umidade e chuvas para outras regiões. Ainda não existem evidências de que líquidos realmente fluíram na superfície da lua. Quanto à possibilidade de existência de vida os pesquisadores concluem que esta não deve existir na forma que conhecemos, pois ainda não há relatos sobre a presença de água em Titã.

Fonte: Jornal Ciência

Cientistas encontram prova para erupções vulcânicas no fundo do mar

Cientistas norte-americanos encontraram prova para a existência de erupções vulcânicas no fundo dos oceanos. Os dados foram divulgados na revista científica "Nature Geoscience" nesta segunda-feira (28).

Usando uma instrumento que lança íons na superfície de materiais para estudar a composição química, uma equipe da Universidade McGill descobriu concentrações altas de gás carbônico em pequenas "gotas" de magma. As gotas estavam presas em cristais na placa tectônica de Juan de Fuca, no estado norte-americano de Oregon. Os cristais foram encontrados em depósitos de cinzas de um vulcão submarino na região.

Os cientistas tentavam descobrir uma prova para explosões vulcânicas no fundo do mar há 10 anos. Cerca de 80% de toda a atividade vulcânica na Terra acontece no fundo dos oceanos, mas explosões são raras pois as concentrações de gás magmático - que serve como combustível para reações explosivas - são pequenas e os vulcões submarinos são pressionados por toda a água que os cerca.

As gotas representam, segundo os pesquisadores, o estado físico do magma antes de uma erupção e são uma prova da existência das explosões. Os cientistas também afirmam no estudo que o lançamento de gás carbônico na atmosfera a partir do fundo dos oceanos é muito maior do que se imaginava.

Fonte: G1

Hora do Planeta - Pense!

A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é um ato simbólico no qual todos são convidados a mostrar sua preocupação com o aquecimento global. É uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas.

Durante a Hora do Planeta, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global.

Em 2010, a Hora do Planeta foi um sucesso absoluto, com recordes estabelecidos no mundo e no Brasil. Globalmente, 105 nações, 4.211 cidades e 56 capitais nacionais aderiram. Já no Brasil, mais de três mil empresas, 579 organizações, três governos e 98 prefeituras participaram do movimento simbólico de alerta contra o aquecimento global e em favor da conservação de ecossistemas terrestres e aquáticos.

"A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais - e, principalmente, para mostrar uns aos outros - que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para deter as mudanças climáticas."

Fonte: WWF


By Chris: Sim, muitos querem acreditar num mundo melhor, disso eu tenho certeza! Mas será que a hora do planeta une apenas aqueles que realmente tentam isso? Ou une também aqueles que tentam dizer à sua consciência "ok, apaguei a luz por uma horinha no ano e está tudo certo, posso continuar minha vida fazendo de conta que está tudo certo, mesmo sabendo que ainda poluo o ambiente!". Mudar hábitos também não é fácil... mas usar de hipocrisia usando um "tapa olhos" para aquilo que é errado e continuar prejudicando o nosso planeta também não é a melhor maneira! Cada um deveria colocar a mão em sua consciência e ajudar o planeta todos os dias e horas, não achar que ajuda apenas com a hora do planeta que como o próprio nome diz, é apenas uma hora!  
PENSE.

Estudo revela que 75% dos recifes de coral estão ameaçados de extinção

Uma análise que envolveu 25 organizações ambientais revelou que 75% dos recifes de coral do mundo estão ameaçados de extinção.

De acordo com a pesquisa, se nada for feito, o percentual de recifes ameaçados chegará a mais de 90% em 2030 e para quase todos os recifes em 2050.

As pressões locais, tais como a sobrepesca, o desenvolvimento costeiro e a poluição são os riscos mais imediatos e diretos. São fatores que ameaçam mais de 60% dos recifes de coral, segundo o estudo.

A pesquisa também identificou que 25% dos recifes de corais estão em parques e reservas, porém, apenas 6% estão em áreas em que são cuidados de forma eficaz.

Mudanças climáticas são outra ameaça aos recifes de corais. O aquecimento do mar e a acidificação dos oceanos aumenta o percentual de dióxido de carbono nos oceanos, o que causa branqueamento dos corais. (Leia a reportagem Mar Ácido, na próxima edição da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL, especial sobre o tema água, em abril).

O relatório do estudo Reefs at Risk Revisited foi realizado pelo World Resources Institute (WRI), a ONG The Nature Conservancy (TNC), o Centro WorldFish, a International Coral Reef Action Network, Global Coral Reef Monitoring Network (GCRMN) e o Centro Mundial de Monitoramento da Conservação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Na lista dos países mais vulneráveis à degradação dos recifes de coral do estudo, os três primeiros colocados são Haiti, Granada e Filipinas. Clique aqui para baixar o relatório do Reefs at Risk Revisited, que inclui recomendações para proteger os recifes

Fonte: National Geographic.

Espanhóis descobrem coelho pré-histórico gigante


Cientistas espanhóis descobriram a maior espécie de coelho que já viveu na Terra, o Nuralagus rex, que pesava cerca de 12 quilos.

O coelho gigante viveu na ilha de Minorca, na Espanha, de três a cinco milhões de anos atrás.

Análises feitas com o osso do animal revelaram que ele era seis vezes maior que um coelho europeu comum (Oryctolagus cuniculus). Sua coluna vertebral era curta e dura, o que levou os pesquisadores a concluir que o animal não pulava e tinha um jeito desajeitado de andar. Suas orelhas eram mais curtas e os olhos menores.

O coordenador do estudo, Josep Quintana, do Instituto Catalão de Paleontologia, da Universidade Autônoma de Barcelona, encontrou o primeiro osso do coelhão há 19 anos e pensava que fosse de uma tartaruga gigante. A pesquisa foi publicada no Journal of Vertebrate Paleontology.

O Nuralagus rex não tinha predadores e vivia em uma ilha, o que o permitiu ficar sedentário e aumentar seu porte, ao contrário dos coelhos modernos, que são ágeis, pequenos e tem uma visão e audição aguçadas para fugir com rapidez dos predadores. Para se alimentar, o animal vivia a cavar a terra, a procura de raízes e tubérculos.

Fonte: National Geographic

Escócia terá usina para produção de energia no fundo do mar

Em busca de fontes de energia renováveis o governo escocês aprova a construção da maior usina de energia das marés do mundo.

A energia gerada pelo deslocamento das águas do mar é uma forma não poluente de geração de energia elétrica, mas para que esse sistema funcione são necessárias marés altas e fortes; condições facilmente encontradas nos mares escoceses.

O projeto desenvolvido pela empresa Scottish Power Renewables visa aproveitar a energia das marés da ilha de Islay através de dez turbinas com capacidade para gerar 10 megawatts, energia suficiente para abastecer cinco mil lares britânicos durante um ano. Os custos com a construção da usina girarão em torno de 40 milhões de libras e será implantado o mesmo sistema de turbinas utilizado na Noruega há cerca de 6 anos.

De acordo com John Swinney, secretário do desenvolvimento sustentável e finanças, a Escócia tem um enorme potencial de geração de energia verde e através disso poderá criar novos postos de trabalho com baixas emissões de carbono. O secretário acredita ainda que a postura pioneira do país atrairá novos investimentos.

Em 2013 o governo do Reino Unido prevê a instalação de mais uma usina com capacidade superior a da ilha de Islay. Serão 1.600 megawatts produzidos em Pentland Firth também na Escócia. E para 2020 as expectativas são de que 80% de toda energia produzida no país provenha de fontes renováveis.

Fonte: Jornal Ciência


By Chris: Pelo amor de Deus, em algum momento desse projeto será que pararam pra pensar nos animais que habitam os mares, que com certeza passarão nesses locais e poderão ser atingidos?? DÚVIDO! ¬¬'

Teias de aranha em árvores reduzem casos de malária


Após as enchentes que atingiram a região de Sindh, no Paquistão, em 2010, as árvores ficaram completamente cobertas por teias de aranhas.

Para escapar das águas, milhões de aranhas subiram até a copa das árvores. A larga escala das enchentes e o longo tempo que demorou para que a água baixasse deixou muitas árvores repletas de teias.

Apesar de estar vagarosamente matando as árvores, o fenômento está também ajudando a população. De acordo com os moradores de Sindh, neste ano há menos mosquistos do que o esperado, dada a quantidade de água parada na área.

Acredita-se que os mosquitos estão ficando presos nas teias de aranhas, reduzindo sua quantidade e também os riscos associados de malária e outras doenças.

Fonte: Revista Galileu

Estudo revela que má qualidade da água afeta inteligência humana

O Fórum Água em Pauta, realizado pelo Portal Imprensa, em comemoração ao dia da água, que é comemorado nesta terça-feira (22), teve em sua abertura, o cientista norte-americano Christopher Eppig, falando sobre a relação entre as doenças infecciosas e o quociente de inteligência (QI).

Durante a apresentação, o pesquisador da Universidade do Novo México, nos EUA, apresentou a relação que o cuidado com a água e o saneamento básico tem com as doenças infecciosas e como essas enfermidades podem se refletir no desenvolvimento intelectual de uma comunidade.

Segundo ele, antes de ser feito o estudo “Prevalência de parasitas e distribuição da capacidade cognitiva em todo o mundo”, do qual ele é um dos autores, a variação de inteligência era relacionada somente a fatores como: clima, riqueza, educação, tipo de trabalho realizado e casamentos consanguíneos. Após o estudo, pôde-se constatar que a incidência de doenças infecciosas causadas por parasitas também está diretamente ligada ao QI.

A explicação para essa relação está no fato de que, sendo o corpo humano um dos hospedeiros para diversos tipos de parasitas, a nutrição das pessoas infectadas fica debilitada. Isso faz com que, consequentemente, o cérebro receba menos nutrientes e se desenvolva de maneira menos efetiva.

Os resultados na deficiência intelectual podem ser ainda mais drásticos se os infectados forem crianças na primeira fase da infância, principalmente em recém-nascidos, que é quando o cérebro está se formando e, por isso, precisa de mais energia.

Para que os resultados fossem comprovados, os pesquisadores investigaram os cinco continentes, tendo como base 28 tipos de doenças consideradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como sendo infecciosas. Em praticamente todos os casos o resultados foi que, quanto maior a incidência dessas doenças no país, menor será o nível médio do QI nacional. As únicas exceções foram quatro países localizados na América Latina, onde a proporção não foi a mesma que nos outros continentes. Os cientistas não souberam explicar o motivo específico dessa variação anormal, mas uma das causas pode ser a pouca ocorrência das 28 doenças ou substituição dessas por outras enfermidades não catalogadas.

“O saneamento básico é uma das coisas mais importantes que podem ser feitas”, explicou Eppig, em relação às soluções possíveis para a redução na incidência de doenças causadas por parasitas. Para o cientista, boa parte dessas doenças está associada à qualidade ruim de água ou à falta de estrutura para o tratamento de esgoto e afins. No entanto, ele lembra que essa não é a única solução e que é preciso também que os governos invistam em educação, buscando a conscientização e informação, e também em medicinas preventivas. Dessa forma não é necessário haver gastos absurdos com as doenças, se existem medidas mais baratas que impedem que elas ocorram.

O estudo mostra que esses cuidados podem elevar o desenvolvimento intelectual e isso se refletir positivamente no desenvolvimento e evolução da própria nação. O país de maior destaque na América do Sul é o Uruguai, que por conseqüência também tem o maior nível de QI. O Brasil, em comparação aos países da América Latina, está em situação mediana. Isso significa que aqui ainda ocorrem muitos casos de doenças infecciosas, que demonstram a fragilidade na estrutura de saneamento, tratamento da água e métodos preventivos em nível nacional.

Fonte: Ciclo Vivo

Dia Mundial da Água - Reflita!

SOU ÁGUA CRISTALINA



"Sou água cristalina que da terra brota
Minhas nascentes são preciosidades
Neste planeta que ainda é raridade
Pois outra vida não foi encontrada
Formando uma correnteza a fluir
Saciando a sede da humanidade
Saciando a sede das plantações
Saciando a sede de todas as nações
Saciando a sede da natureza em geral
Sem mim não haverá vida não
Cuidem das nascentes como jóias raras
Dela todos são dependentes

Temos apenas um quarto de terra
Neste planeta azulado pela água
A maior parte não se pode beber
E hoje já se fala na extinção dela
Esta fonte de vida para todos
Sem falar dos que morrem
Em muitos países pela falta dela
Aqui mesmo no Brasil temos
Lugares onde a água é escassa
Se o meu grito assim como de muitos
Fossem ecoados pela terra toda
Teriam mais consciência e cuidado
Com a água que é inutilizada
Principalmente pelas indústrias

Sou água cristalina que brilho como diamante
Quanto caio da cachoeira sob o sol radiante

Ouvimos o som dos seus ecos de socorro
Tentamos tapar os ouvidos, mas não há como
Temos que gritar em conjunto fazendo eco no mundo

Sou água cristalina
Por favor, me socorra
Não me deixe secar nem evaporar
Não tapem minhas nascentes estou morrendo
Quero ficar aqui e saciar a sede de todos
Sou água cristalina que faço a diferença neste planeta"

Alimentar os pássaros pode afetar seus comportamentos de reprodução

Pássaros alimentados pelo homem podem se preocupar
mais com a defesa do território do que com o acasalamento.
RESUMO

* Pessoas que alimentam pássaros podem influenciar seu comportamento reprodutivo de formas potencialmente negativas, ao menos em algumas espécies.
* Pesquisadores recomendam que as pessoas continuem a alimentar os pássaros durante o inverno, mas deixem de fazê-lo durante a temporada de reprodução.

À medida que as temperaturas despencam no Hemisfério Norte, muitos pássaros não hesitam em devorar as sementes e frutas deixadas em comedouros externos por amantes de aves. Mais de 40% das residências dos Estados Unidos e aproximadamente 50% dos lares do Reino Unido alimentam pássaros, segundo estimativas.

Entretanto, dois novos estudos sugerem que a alimentação das aves em comedouros durante a primavera pode influenciar seu comportamento de forma surpreendente. Os especialistas sugerem que as pessoas não deixem de praticar o carinhoso passatempo de alimentar as aves em seus quintais, mas também sugerem que parem de fazê-lo durante a temporada de reprodução.

Um dos estudos observou o chapim-azul, espécie dos bosques da Inglaterra, e outro o chapim-real, que habita uma zona suburbana de Oslo, na Noruega. Nos dois estudos, algumas aves foram alimentadas, enquanto as demais deviam procurar comida por conta própria.

O estudo do Reino Unido, publicado na revista Physiological Ecology por James Reynolds e sua equipe, da Universidade de Birmingham, alimentou as aves durante a temporada de acasalamento, do início de março ao fim de julho.

Assim como em outros estudos sobre alimentação de aves, os pássaros alimentados puseram e incubaram seus ovos mais cedo do que os pássaros que tiveram de sobreviver sozinhos.

Entretanto, para surpresa dos pesquisadores, em comparação com os pássaros que não haviam sido alimentados, os pássaros alimentados em comedouros reduziram significativamente a postura de ovos. Uma das espécies estudadas, o chapim-azul, também reduziu a porcentagem de ovos chocados. Levando-se em conta as duas ocorrências, os pássaros alimentados reduziram significativamente o tamanho de sua ninhada.

"Não conheço nenhum estudo que tenha demonstrado claramente uma diminuição do tamanho da ninhada como resultado da alimentação complementar”, afirmou Thomas Martin, da Universidade de Montana, Missoula.

"Suspeitamos que eles estejam investindo mais na defesa de sua fonte de alimento do que na reprodução”, explicou Reynolds.

Alimentar os pássaros pode ser até uma vantagem, já que ninhadas menores têm mais chances de sobreviver. De fato, o acompanhamento do trabalho realizado com o grupo de pássaros de Reynold demonstra que isso pode ser verdade.

Já os pesquisadores noruegueses descobriram que facilitar a alimentação dos chapins-reais durante as duas primeiras semanas da temporada de acasalamento fazia com que atrasassem o início da cantoria matinal em aproximadamente 20 minutos.

"O canto matinal é um momento muito delicado e especial”, comentou Valentín Amrhein, da Universidade da Basileia, Suíça. Experimentos anteriores com espécies relacionadas demonstraram que os machos de hierarquia superior tendem a cantar mais cedo pela manhã e se acasalam com mais parceiras, informou Amrhein.

"Consequentemente, se apenas os machos mais fortes e vigorosos podem começar a cantar mais cedo, a alimentação complementar poderia estimular esta prática. Foi realmente uma surpresa para nós e para outros pesquisadores, porque era o oposto do que havíamos observado em estudos que alimentaram as aves durante apenas alguns dias”.

Amrhein acredita que uma causa similar à do estudo no Reino Unido pode ser a origem das descobertas de seu grupo. “Entretanto, eu ainda acho que é mais provável que os machos territoriais simplesmente se distraiam com os chapins-reais e outras espécies de pássaros que se alimentam em seu terrriório”.

Reynolds esclarece que seus resultados e os de Amrhein podem ocorrer especificamente no local, e que os estudos precisariam ser reproduzidos em outros ambientes e com outras espécies. Mas as descobertas indicam que a alimentação complementar pode ter alguma influência imprevisível sobre a reprodução, acrescenta Amrhein.

"É claro que interfere no comportamento reprodutivo, de uma forma ou de outra. Mas ainda não está claro se isso os prejudica ou beneficia”, explicou.

"Aconselho as pessoas a alimentar as aves em seus jardins, porque é uma grande oportunidade para se familiarizarem com elas, especialmente as crianças. Isso também pode salvar sua vida durante invernos rigorosos”, acrescentou. “No entanto, sugiro que deixem de alimentar os pássaros no período de reprodução, ou seja, no final de março ou, no máximo, quando a neve tiver desaparecido”.

Os pesquisadores recomendam que as pessoas alimentem as aves com uma ampla variedade de sementes e sebo, e não sirvam alimentos processados destinados ao consumo humano, como cereais industrializados. Amrhein também recomenda que os comedouros fiquem longe dos gatos.

Fonte: Discovery Notícias

Como ocorreram as extinções em massa nos oceanos?

Pesquisadores descobrem relações entre as extinções em massa e as transformações biológicas e geológicas vividas pelo planeta.
A Terra já foi o palco de extinções oceânicas em massa como há cerca de 250 milhões de anos quando praticamente 96% de toda a biodiversidade marinha desapareceu, provavelmente devido a elevação nas taxas de carbono e a alterações no pH do mar. O planeta levou milhões de anos para se recuperar e atingir novamente seu equilíbrio, mas os cientistas afirmam que outra extinção em massa já está acontecendo tanto na terra como nos oceanos.

Os motivos que podem levar a mais um colapso marinho estão relacionados à expansão das cidades, aumento no número de fábricas, crescimento populacional, pesca predatória e a poluição. Segundo estudos desenvolvidos na Universidade de San Diego, Estados Unidos, o acumulo desses fatores pode ocasionar conseqüências irreversíveis. Em locais como o mar do Japão e a costa da Carolina do Norte a pesca desenfreada e a emissão de poluentes geraram verdadeiras zonas mortas, onde praticamente não existem seres vivos.

Pesquisadores da Universidade Brown desenvolveram vários estudos sobre as duas maiores extinções oceânicas em massa com o objetivo de identificar causas e entender como o planeta se comportou e se recuperou, em uma delas foram necessários 6 milhões de anos para a formação de novos ecossistemas.

A perda da biodiversidade pode ser controlada a partir de medidas que neutralizem o excesso de exploração marinha, bem como diminuir a poluição e reduzir os efeitos do aquecimento global. Se nenhuma atitude for tomada será praticamente impossível reverter à situação.

Fonte: Jornal Ciência

O Pólo Norte está se movendo

Cientistas descobriram que o Pólo Norte magnético está se movimentando em direção a Sibéria.

O Pólo Norte magnético é a região para onde apontam as agulhas das bússolas, e não fica exatamente no mesmo lugar que o Pólo Norte geográfico. Hoje o norte magnético está situado próximo a Ellesmere, uma ilha canadense.

A explicação para os movimentos está no centro da Terra. O núcleo terrestre é composto por um centro de ferro sólido envolto por metais no estado líquido criando um fluxo magnético em constante mutação. Para os cientistas estas transformações do núcleo são responsáveis por orientar a localização do norte magnético.

O Pólo Norte já se deslocou em outros momentos na história do planeta; de acordo com as pesquisas há aproximadamente 800 milhões de anos o pólo aportou no meio do oceano Pacífico. Mesmo não sendo inédita a mudança do Pólo surpreendeu os pesquisadores pela velocidade com que está ocorrendo. Quando o movimento foi detectado o pólo viajava a um ritmo constante de 15 quilômetros por ano, mas em 2007 houve uma aceleração e a velocidade atingiu cerca de 60 quilômetros por ano.

As conseqüências desta mudança podem ser desastrosas, pois causariam impacto sobre questões climáticas, como o aquecimento global, desorientaria animais migratórios, além da destruição de satélites quando expostos a radiação solar.

Apesar disto, os coordenadores do estudo acreditam não existir razão para pânico, visto que as alterações só serão percebidas daqui a milhões de anos. A pesquisa apresentada em um encontro da União Geofísica Americana, na cidade de São Francisco, afirma ainda que este fenômeno começou há 150 anos.

Fonte: Jornal Ciência

Após 18 anos, “Super Lua Cheia” acontece neste sábado

A Lua vai chegar ao ponto mais próximo da Terra
Se você tiver a impressão que a Lua está um pouco maior e mais brilhante neste fim de semana, existe uma razão para isso. A Lua Cheia deste sábado será uma super “lua perigeu” – a maior em quase 20 anos. Este fenômeno é bem mais raro do que a famosa Lua Azul, que acontece uma vez a cada dois anos e meio. As informações são da CNN.

“A última Lua Cheia tão grande e tão perto da Terra ocorreu em março de 1993″, disse Geoff Chester, do Observatório Naval dos EUA, em Washington. “Eu diria que ela vale uma olhada.”

Segundo o pesquisador, no perigeu a Lua fica cerca de 50 mil km mais perto da Terra do que quando está no ponto mais distante de sua órbita, também conhecido como apogeu. “Luas perigeu são cerca de 30% mais brilhantes e podem parecer 14% maiores do que as Luas que ocorrem no lado do apogeu da órbita lunar,” diz o site da Nasa.

A Lua Cheia vai nascer no leste ao pôr do sol e deve parecer especialmente grande quando estiver próxima ao horizonte por causa do que é conhecido como “ilusão da lua”.

Mesmo que se tenha sensação de poder tocar o satélite, a Lua do sábado ainda estará a uma distância saudável – cerca de 356,577 km de distância.

A influência do satélite natural poderá ser sentido essencialmente nas marés, no entanto, os efeitos sobre a Terra são menores, e de acordo com estudos mais detalhados, a combinação da Lua estar em sua maior aproximação da Terra em sua configuração “lua cheia”, não deve afetar o equilíbrio interno da energia do planeta.

Fonte: ViverdeEco e Terra

Macacos reconhecem 'amigos' em fotos, diz estudo

Um estudo de pesquisadores alemães indicou que macacos adultos são capazes de reconhecer seus "amigos" em fotografias.
Na pesquisa, macacos-de-gibraltar selvagens passaram mais tempo analisando as fotos de animais que eles não conheciam.
Os mais novos ficaram interessados e ao mesmo tempo confusos diante das imagens, às vezes tocando ou saudando a foto.
Em um artigo na revista científica Animal Cognition, os cientistas do Centro de Primatas e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, concluem que estes animais aprendem, com a idade, a entender o que as fotos representam.
"Nós não esperávamos que eles respondessem dessa maneira às fotos", disse a coordenadora do estudo, Julia Fischer. "Pensamos que as fotos não seriam relevantes para eles, porque na vida real eles não têm nada assim."
Para a pesquisadora, "agora que sabemos (que eles reconhecem espontaneamente as fotografias), poderemos estudá-los em um ambiente muito mais natural, através de jogos".

Rosto conhecido

A pesquisa de campo foi conduzida no parque natural de Rocamadour, no sudoeste da França, com macacos que não haviam sido treinados.
A equipe estava munida de folhetos contendo as fotos dos animais para ajudá-los na identificação dos indivíduos de cada grupo.
"Um dos macacos agarrou um livro de fotos e começou a olhar para as fotos. Um estudante me perguntou se eu achava que ele estava reconhecendo o macaco da foto. Eu não sabia", contou Julia Fischer.
A pesquisadora e sua equipe montaram então um experimento simples, dando aos macacos fotos de animais do mesmo grupo e de outros grupos.
Os pesquisadores observaram que, quando os macacos adultos recebiam fotos de um rosto familiar, passavam a vista rapidamente.
"Animais adultos passaram mais tempo olhando para os animais desconhecidos, sugerindo que eles reconheciam os membros do seu grupo pelas fotos", afirmou a professora.
Já os animais mais jovens, embora demonstrassem muito interesse, ficaram claramente confusos com as fotos.
"Alguns não souberam o que fazer e acabavam saudando as fotos", disse a professora Fischer.

Fonte: BBC

Estudo explica mecanismo que ajuda espermatozoide a encontrar óvulo

Espermatozoide encontra óvulo
Dois estudos publicados nesta quinta-feira, 17, na revista Nature explicam qual o mecanismo molecular que ajuda o espermatozoide humano a detectar e chegar até os óvulos. Segundo as pesquisas, as descobertas das pesquisas podem ajudar no desenvolvimento de um anticoncepcional masculino.

As pesquisas destacam o papel fundamental da progesterona, hormônio feminino liberado pelas células que circundam o óvulo. O espermatozoide pode "sentir" esse hormônio e é guiado por ele até o óvulo. Dessa forma, a pesquisa sugere uma nova classe de anticoncepcionais, dessa vez masculinos, baseados nesse canal de comunicação óvulo-espematozoide. A publicação científica também destaca o papel de um inusitado canal de íons hormonais.

Os estudos independentes foram conduzidos pelo grupo de Yuriy Kirichok, na Universidade da Califórnia em San Francisco, Estados Unidos, e por Benjamin Kaupp, do Center of Advanced European Studies and Research, e colegas.

Os pesquisadores notaram um mecanismo que funciona da seguinte forma: células do cúmulos (que ficam ao redor dos óvulos) liberam progesterona, o que induz o influxo de íons de Ca2+ (cálcio) nos espermatozoides. A progesterona é um hormônio esteróide produzido, a partir da puberdade, pelo corpo lúteo (que também libera estrógeno) e pela placenta durante a gravidez. O influxo de íons de Ca2+ leva a um aumento na atividade dos espermatozoides e estimula o movimento da célula reprodutiva masculina em direção ao óvulo.

Os novos estudos ajudam a esclarecer os mecanismos desse processo. Os dois grupos demonstraram que a progesterona ativa um canal de cálcio sensitivo ao pH chamado CatSper, o que causa um rápido influxo de íons de cálcio nos espermatozoides.

Como outros hormônios esteroides, a progesterona atua normalmente por meio de um receptor intracelular, mas as novas pesquisas destacam que, nos espermatozoides, o hormônio feminino pode sinalizar por meio de um mecanismo não genômico. Se a ativação do CatSper é o único efeito da progesterona na sinalização de Ca2+ é algo que futuras pesquisas poderão esclarecer.

Fonte: Estadão

Quanto tempo os animais vivem?


Fonte: ViverdeEco

Embrião congelado dá origem a gato ameaçado de extinção



A fertilização in-vitro, além de ajudar mulheres com dificuldade para engravidar, passou a ser usada como instrumento contra a extinção de animais. Os gatinhos que você nas imagens desta matéria nasceram graças a embriões congelados e à técnica da fertilização em laboratório.

Os filhotes não se tratam de bichanos comuns. Eles pertencem à menor espécie de felinos da África, popularmente conhecidos como gatos de pata preta africanos.

Restam poucos gatos desta espécie na natureza, e esses são os primeiros a nascerem pela técnica de fertilização, com a ajuda dos pesquisadores do Centro de Pesquisa de Espécies Ameaçadas Audubon, em Nova Orleans, Estados Unidos.

Os animais vieram ao mundo em fevereiro desse ano, mas a história começou bem antes. Os espermatozóides do pai foram coletados de um gato de 6 anos em 2003 e congelados. Em 2005, eles foram combinados ao óvulo de uma gata e formaram um embrião, que foi congelado novamente. E foi só no final de 2010 qye os embriões foram implantados em uma terceira gata para gerar os filhotes.

A fertilização in-vitro é pesquisada com o objetivo de recuperação de espécies ameaçadas há cerca de 15 anos. E cada vez que os cientistas conseguem reproduzir uma nova espécie dessa maneira, eles mostram que a técnica é uma alternativa viável para preservação.

Fonte: Revista Galileu

Nova espécie de rato no Cerrado

A última edição da revista científica Zootaxa, no dia 11 de março, publicou um artigo sobre uma nova espécie de mamífero descoberta no Cerrado brasileiro. O Rhipidomys ipukensis, é um rato arborícola encontrado na transição Cerrado-Amazônia, numa região ao longo do Rio Araguaia, no estado do Tocantins.

A descoberta foi fruto da cooperação luso-brasileira entre a Universidade de Aveiro (UA), em Portugal, a Universidade Federal do Tocantins, a Universidade Federal do Espírito Santo e o Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical (Ecotropical). Foi enviada ao local uma equipe do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia (DBio) da UA, coordenada pelo professor e biólogo Carlos Fonseca.

A pesquisa fez parte do estudo de doutorado da bióloga Rita Gomes Rocha, doDBio e CESAM/UA, que permaneceu longos períodos na estação de campo, em colaboração com Bárbara Costa e Leonora Costa (Universidade Federal do Espírito Santo).

A bióloga dedicou os quatro anos pesquisando as comunidades de roedores e marsupiais de uma região brasileira muito pouco estudada, ao longo de uma das maiores bacias hidrográficas do Cerrado.

Através de intensa amostragem de campo, ocorridas entre junho de 2007 e novembro de 2008, além de análises genéticas e morfológicas realizadas na Universidade do Espírito Santo, Rita Rocha e colegas descreveram a espécie. O holótipo desta espécie está depositado no Museu Nacional, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O roedor está associada ao habitat denominado “Ipuca”, nome dado aos fragmentos florestais naturais que ocorrem na planície aluvial do rio Araguaia. Estes fragmentos estão altamente ameaçados devido à intensa exploração agrícola na região.

Foi descoberto também que há duas espécies irmãs: R. ipukensis, que ocorre no lado leste do rio, no Estado do Tocantins e R. emiliae, que ocorre no lado oeste do rio, já nos Estados do Pará e Mato Grosso. Segundo os biólogos, análises moleculares revelaram que o Araguaia teve papel fundamental na separação dessas espécies. Estes resultados estão de acordo com o modelo de especiação por efeito de barreira dos rios, inicialmente proposto por Alfred Russel Wallace em 1852.

Os pesquisadores acrescentam que estes estudos não estão inteiramente concluídos. Por isso, é provável que em breve mais descobertas sejam feitas quanto à fauna de roedores e marsupiais deste bioma bastante particular e desconhecido, como resultado dos trabalhos efetuados pelas equipes do DBio e CESAM/UA, em colaboração com instituições universitárias e de pesquisa brasileiras. (Nathália Clark)

Fonte: O Eco

Britânico fotografa girino que parece estar sorrindo

Com um microscópio de alta potência, o britânico David Spears fotografou um girino de 14 dias de idade que parece estar sorrindo. Spears, que fez a imagem em seu laboratório em Kirland, no Reino Unido, conseguiu captar uma cena que normalmente não pode ser vista a olho nu, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

Fonte: G1

Museu Nacional do Rio publica estudo sobre fósseis do MA, CE e SP

O Museu Nacional do Rio de Janeiro e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) anunciaram, nesta quarta-feira (16), a publicação científica de um estudo retratando 20 pesquisas inéditas de localização de fósseis pelo mundo, sendo que quatro delas tiveram participação cientistas brasileiros em São Paulo, no Maranhão e no Ceará.

Segundo Alexander Kellner, pesquisador do Museu Nacional e coordenador do trabalho, uma das pesquisas realizadas na Ilha de Cajual, no Maranhão, revelou a existência do maior dinossauro carnívoro que viveu na região. "Trata-se de um lagarto-fóssil, que foi descoberto por volta do ano de 2000. Ele viveu há 85 milhões de anos, tinha entre 12 e 14 metros de comprimento, e pesava entre 5 e 7 toneladas."
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Kellner disse que o dinossauro encontrado no Maranhão é típico do continente africano. "Também mostramos espécies localizadas no Chile, Estados Unidos, Portugal, Angola e Austrália."

Dos 20 trabalhos científicos trataram da biodiversidade do passado e inclui descobertas de novas pegadas de dinossauros na Bolívia, registros de pterossauros na África e uma nova espécie localizada e identificada na Austrália.

Além do maior dinossauro carnívoro do Brasil, entre as novas espécies encontradas no país estão um lagarto-fóssil, de 80 milhões de anos. O material foi encontrado em Presidente Prudente (SP), há três anos, segundo Kellner. O outro é um crocodilo-fóssil, de 80 milhões de anos, que viveu na área correspondente a São Paulo. O terceiro caso foi a descoberta de penas fósseis, de 115 milhões de ano, na Bacia do Araripe, no Ceará, há dois anos.

Kellner disse que apesar de as descobertas terem sido feitas há mais de dois anos, o tempo decorrido até a publicação do estudo se justifica pela necessidade laboratorial para analisar as peças encontradas. "Essa demora é normal por causa do preparo dos fósseis, que é demorado. Por exemplo, precisamos retirar o fóssil das rochas e isso é feito com ponteiras e agulhas, um trabalho minucioso, que não pode comprometer a integridade da peça", afirmou o pesquisador.

Outro fator para justificar o tempo até a publicação e ainda garantir o ineditismo do achado, Kellner disse que a fragilidade dos fósseis e o tamanho deles podem variar a conclusão da identificação das peças. "O importante é que são 20 trabalhos inéditos, que nunca haviam sido mostrados ao público e para os estudiosos sobre o assunto", afirmou Kellner.

Fonte: G1

Arqueólogos acreditam terem encontrado o Jardim do Éden

Em 1963 cientistas encontraram um novo sítio arqueológico localizado na Turquia, mas não lhe deram importância de imediato. Só em 1994 as pesquisas foram retomadas pelos arqueólogos do Instituto Arqueológico Alemão. E os resultados obtidos foram surpreendentes.

Na região os cientistas encontraram colinas artificiais, produzidas pelo homem, com aproximados 300 metros de diâmetro. No interior dessas formações existiam grandes estruturas circulares sustentadas por pilares de calcário com 16 metros de altura, típicos de templos ritualísticos. Os monólitos possuem a forma de T e estão ligados por um muro de pedra. Nas rochas estão esculpidas imagens de leões, javalis, raposas, patos e outros animais não identificados.

Estudos preliminares mostram que o Göbekli Tepe tem aproximadamente 12000 anos; 10000 anos antes de Cristo. Esta é apenas uma estimativa, pois, as escavações ainda não terminaram e os cientistas não descobriram tudo que se encontra sob a terra. Há indícios da existência de aproximadamente 240 rochas intactas.

O que mais intrigou os pesquisadores foi o fato de não terem sido encontrados sinais de habitação próximos ao santuário. A partir daí chegou-se a conclusão de que o templo seria responsável pela mudança nas relações sociais que o homem sofreu no Paleolítico Médio quando deixou de ser caçador-coletor e passou a praticar a agricultura e domesticar animais.

Para Karl Schimidt, um dos arqueólogos responsáveis pelo estudo, primeiro o homem construiu o templo e posteriormente se organizou nas proximidades da estrutura, alterando suas práticas culturais, sociais e econômicas. Göbekli Tepe é cercado de mistérios. Os pesquisadores não fazem ideia de como o homem conseguiu construir as enormes estruturas com ferramentas tão rudimentares e nem encontraram os motivos que levaram a comunidade a soterrar o templo.

Além disso, alguns estudiosos acreditam que Göbekli Tepe é o Jardim do Éden, metáfora bíblica sobre a pureza da humanidade no inicio dos tempos. Entretanto as descrições bíblicas e a localização do templo possuem coincidências difíceis de não serem notadas. De acordo com o antigo testamento o Jardim do Éden estava localizado entre 4 rios, dentre eles os rios Tigre e Eufrates; o santuário encontrado pelos arqueólogos está localizado na região do crescente fértil (entre os rios Tigre e Eufrates). Ainda segundo o texto bíblico as crianças do Éden estavam em Thelasar, cidade síria próxima ao Göbekli Tepe.

Fonte: Jornal Ciência

Pesquisador indiano acredita que morte de baleias tem relação com terremotos

Alguns cientistas acreditam que comportamentos anormais de alguns animais podem estar ligados aos fenômenos naturais, como os terremotos e tsunami que atingiram recentemente o Japão. No entanto, como o argumento ainda possui muitos estudos científicos aprofundados muitos céticos acreditam que os eventos não passam de coincidências.

O comportamento dos mamíferos marinhos, principalmente as baleias, têm registros históricos de anormalidades que ocorreram em datas próximas a eventos sísmicos. Por isso, alguns pesquisadores acreditam que o estudo e monitoramento desses animais possa funcionar como método de prevenção.

"Apesar da grande quantidade de dados coletados nos EUA, é impossível definitivamente sugerir que os encalhes e calamidades naturais estão conectados; mamíferos marinhos encalham por diversas razões", disse Mridula Srinivasan, bióloga marinha e pesquisadora do National EUA Oceanic and Atmospheric Administration.

Arunachalam Kumar, reitor da K S Hegde Medical Academy, em Mangalore, na costa oeste da Índia, está convencido, porém, que o encalhe de mamíferos marinhos é um prenúncio de terremotos.

Kumar previu o terremoto que resultou no tsunami em dezembro de 2004 - em um post que tinha feito no E-Grupo da Universidade de Princeton de História Natural, três semanas antes da calamidade.

Analisandoo encalhe de 90 baleias-piloto na costa da Tasmânia, em novembro 2004 Kumar escreveu no dia 29 de novembro: "Na minha observação, confirmada ao longo dos anos, suicídios em massa de cetáceos (...) estão relacionados a distúrbios no campo eletromagnético e possíveis realinhamentos das placas geo-tectônicas. Ao calibrar os epicentros contra dados de encalhes, estou razoavelmente certo de que grandes terremotos geralmente seguem dentro de uma semana ou duas de encalhe em massa de cetáceos (...) ".

Em 26 de dezembro do mesmo ano, um terremoto medindo 9,0 na escala Richter atingiu a região e provocou o tsunami que deixou 230 mil mortos em todo o Oceano Índico.

SarangKulkarni, oceanógrafo indiano está entre os céticos. "Eu não compro a teoria de que a morte das baleias são indicativos de iminente calamidades naturais, pois como muitos encalhes de baleias ocorrem sem um tremor de terra a seguir?" disse à agência Inter Press Service (IPS). No entanto, "no dia do tsunami na Ásia, os cães de rua em Port Blair nas ilhas Andaman, Índia estavam tão tímidos, submissos e assustados (...) eles me seguiram de aldeia em aldeia", admite.

"O recente encalhe de um grupo de baleias perto da costa da Nova Zelândia em 20 de agosto prenuncia um grande terremoto em terra ou submarina dentro de duas a três semanas a contar da data do evento," Kumar escreveu em seu blog no dia 23 de agosto, 2010. "Este fim de mês (agosto 2010) ou início do próximo mês deverá haver um terremoto ou um vulcão enorme no arquipélago da Indonésia."

O MonteSinabung da Indonésia, um vulcão de 400 anos, previamente classificados como extinto, entrou em erupção em 29 de agosto e um terremoto de magnitude 7,1 na escala Richter atingiu a Nova Zelândia em 4 de setembro de 2010.

De acordo com o United States Geological Survey (USG), não existe um "comportamento histório natural reconstrutível" creditável em quantificar essas previsões. Em média, 1.200 a 1.600 baleias encalham na costa dos EUA sozinhas, de acordo com um estudo iniciado pelo Fish and Wildlife Service, EUA.

“O comportamento intuitivo animal precisa de mais documentação estatística”, salienta Kumar. Observações foram feitas com outros animais como elefantes, na Indonésia, e pássaros, nos Estados Unidos e Índia, que “previram” terremotos e erupções vulcânicas respectivamente.

A primeira documentação do comportamento do animal antes de terremotos foi em 373 a.C. Na ocasião, historiadores documentaram que roedores e cobras abandonaram a cidade grega de Helice dias antes de um terremoto.

Em 1975, com base no comportamento animal estranho, as autoridades chinesas evacuaram Haicheng, uma cidade de um milhão de pessoas, dias antes de um terremoto de 7,3 graus na escala Richter, diminuindo fatalidades.

Fonte: Ciclo Vivo

Hubble registra detalhes da Nebulosa de Tarântula

A Nasa está analisando com regularidade da Nebulosa de Tarântula desde que uma supernova - a mais próxima já vista por um telescópio - foi detectada em 1987. Agora, o telescópio Hubble exibe a imagem mais recente da formação.


Enquanto algumas estrelas da nebulosa estão diminuindo de intensidade luminosa, aglomerados de estrelas jovens se alimentam de hidrogênio da nebulosa, brilhando em vermelho conforme sua luminosidade ioniza o gás. O resultado é uma formação estelar vibrante o suficiente para ser vista a olho nu em uma noite escura.

A Nebulosa de Tarântula também abriga a estrela mais pesada já registrada, a RMC 136a1. Esta formação é mais pesada que os astrônomos imaginaram ser possível para uma estrela, o que desafia as teorias de formação estelar.

A Nebulosa de Tarântula esconde muitas maravilhas astrônimcas e ainda deve ser muito estudada pela Nasa.

Fonte: Revista Galileu

Biomassa cresce em importância

A biomassa, ou energia de matéria vegetal ou animal, é frequentemente apontada como insustentável e suja. Mas um novo estudo, do Instituto Internacional de Ambiente e Desenvolvimento, baseado em Londres, argumenta que ela pode reduzir emissões de carbono e ajudar a enfrentar os desafios da mudança do clima, além de incentivar economias do mundo em desenvolvimento.

De acordo com o estudo, a biomassa hoje responde por 10% do mix primário mundial de energia - composto de energia fóssil, renovável e nuclear - e por 77% do mix primário mundial de energia renovável. A Agência Internacional de Energia prevê que a biomassa vai se tornar cada vez mais importante como fonte de energia, chegando a 30% do mix primário global de energia em 2050.

A maior parte da energia da biomassa é baseada em madeira. Ela é renovável e pode ajudar demandas crescentes de energia, desde que florestas sejam localmente controladas e manejadas levando em consideração a segurança alimentar, diz o estudo.

Se for produzida sustentavelmente e queimada de modo eficiente, pode também emitir baixos níveis de carbono. O relatório afirma que novas maneiras de conversão de biomassa em energia são cada vez mais competitivas em diversas escalas comerciais.

Além de seu crescimento em países industrializados, como na Dinamarca, onde responde por 70% do consumo de energia renovável, a biomassa também fornece vantagens ao mundo em desenvolvimento, onde 2 bilhões de pessoas dependem dela para seu fornecimento de energia - em parte por ser facilmente acessível. Na África subsaariana, 89% da população depende da biomassa para cozinha e aquecimento, lembra o AlertNet. A biomassa pode ser convertida em calor, eletricidade, combustível líquido e gás, com o uso de tecnologias básicas como combustão e gaseificação. Sua produção usa mão-de-obra intensiva, o que pode dar oportunidade de empregos e de redução da pobreza.

Fonte: Planeta Sustentável

Pesquisadores usam técnica de cinema para estudar salto de canguru

Pesquisadores da área de biomecânica se juntaram à equipe do zoológico australiano Alma Park para estudar o salto do canguru. Eles estão usando a técnica conhecida como 3D Motion Capture (mocap, ou captura de movimentos tridimensionais) para registrar e analisar todos os movimentos do animal.



Para analisar os movimentos, os cientistas colam pequenos marcadores nas articulações do canguru. Depois, o animal é colocado em um corredor e uma câmera captura os saltos, que são estudados com mais precisão na tela do computador.

O mocap é muito utilizado no cinema para capturar o movimento dos atores reais, tranferi-los para o computador e adicionar efeitos especiais, como foram construídos os personagens azuis do filme Avatar.

Os pesquisadores do Royal Veterinary College e da Universidade de Idaho querem, segundo reportagem da Wired, analisar a mecânica do movimento do canguru para entender como ele não se fere ao saltar em alta velocidade e ainda como ele parece não realizar grande esforço para pular.

O que intriga os cientistas é que a maioria dos animais, conforme crescem, vão distribuindo melhor seu peso e buscando uma posição mais ereta para diminuir o impacto nas articulações traseiras, mas o canguru faz o contrário e permanece com a maior parte de seu peso sobre as patas de trás.

Fonte: Revista Galileu

Terremoto no Japão conseguiu girar o eixo da Terra e afundar parte do território do país

Por ter grande parte de suas ilhas localizadas no encontro entre as placas tectônicas da Ásia e do Pacífico, o Japão sofre constantes abalos sísmicos. Entretanto nenhum pode ser comparado ao terremoto que devastou o país na última sexta-feira, 11.

O tremor de 8,9 (atualmente classificado como 9) graus de magnitude na escala Richter ocorreu dentro do mar e teve o impacto de 27 bombas atômicas, segundo informações do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília. Como resultado originou um Tsunami com ondas que chegavam a 10 metros.


O estudo preliminar realizado pelo Instituto de Geofísica e Vulcanologia da Itália explica que o impacto deste tremor sobre o eixo terrestre é o segundo maior da história, ficando atrás apenas do abalo gerado pelo terremoto que atingiu o Chile. De acordo com as informações mais recentes, o tremor deslocou o eixo de rotação da terra em aproximadamente 10 centímetros. Isto significa que o movimento de rotação foi acelerado em 1,6 microssegundos.

O terremoto do Japão provocou um deslocamento da massa interior do nosso planeta e mudou levemente sua distribuição. Alterando assim, a posição do eixo imaginário ao redor do qual a terra gira e influenciando na duração dos dias e das estações do ano. De acordo com os especialistas são variações muito pequenas, menores que bilionésimos de segundas no dia.

O epicentro do terremoto foi localizado a cerca de 370 quilômetros do noroeste de Tóquio e causou danos também na estrutura geológica do país, onde várias regiões foram afundadas e se encontram abaixo do nível do mar. Segundo os estudiosos tremores nestas proporções podem gerar outros terremotos secundários.

Observação: As últimas informações da imprensa internacional afirmam que a placa tectônica na qual ocorreu o abalo sofreu distanciamento de 20 metros e partes do Japão foi afundado em 75 centímetros, ficando em alguns locais abaixo do nível do mar.

Fonte: Jornal Ciência

Peixes do Pacífico estão comendo plástico

Pesquisadores do sul da Califórnia, nos Estados Unidos, encontraram provas de que pequenos peixes do norte do Oceano Pacífico estão ingerindo plástico. O estudo desses cientistas chama a atenção para os efeitos preocupantes do lixo que flutua nas águas sobre a vida marinha em áreas remotas dos oceanos.
Em cerca de 35% dos peixes apanhados em uma expedição de pesquisa realizada em 2008, na Costa Oeste dos Estados Unidos, foram encontrados pedaços de plástico em seus estômagos, de acordo com o estudo, apresentado na semana passada pelas instituições de pesquisa Algalita Marine Research Foundation (Fundação de Pesquisa Marinha Algalita) e California Coastal Water Research Project (Projeto de Pesquisa das Águas Costeiras da Califórnia).
Cada um dos peixes apanhados nessa expedição tinha em seu estômago, em média, dois pedaços de plástico. Mas os pesquisadores, que dissecaram centenas de peixes-lanterna - espécie que se alimenta de plâncton -, chegaram a encontrar 83 fragmentos de plástico em um único animal.
O estudo das duas instituições levanta o temor de que o lixo, à medida que vai se introduzindo na cadeia alimentar, pode terminar sendo ingerido pelos seres humanos.
E destaca também um problema que tem chamado muito a atenção nos últimos anos: os detritos marinhos - em sua maior parte constituído de plástico - que se acumulam nas vastas correntes oceânicas conhecidas como turbilhões.
Embora as garrafas, os contêineres e as varas de pesca aos poucos se fragmentem com o impacto das ondas e a luz do Sol, os cientistas ainda não sabem se um dia esse lixo se dissolverá totalmente.
Efeitos quantificados. Os estudiosos já documentaram os perigos apresentados por esse lixo flutuante para as tartarugas, os pássaros marinhos e os mamíferos que se alimentam desse lixo ou ficam presos nos detritos. Mas, segundo os pesquisadores, o presente estudo foi o primeiro a tentar quantificar os efeitos sobre os peixes menores.
A Algalita Marine Research Foundation, instituição sem fins lucrativos com sede em Long Beach, Califórnia, que tem esse nome por causa de seu catamarã de 50 pés, realiza pesquisas científicas sobre a propagação global dos detritos marinhos, mas também luta para limitar "o rastro de plásticos" deixados pela sociedade em rios e oceanos.
O Coastal Water Research Project, baseado em Costa Mesa, também na Califórnia, é um instituto de pesquisa ambiental financiado por 14 agências governamentais diferentes.
Para realizar o estudo, os pesquisadores das duas instituições avançaram por cerca de 1,6 mil quilômetros da costa, em busca de peixes vivendo em meio às partículas de lixo flutuante numa área do Pacífico conhecida como Eastern Garbage Patch. Eles dissecaram e analisaram os peixes num laboratório em Costa Mesa.
A vasta maioria dos peixes encontrada era de peixes-lanterna, que vivem nas profundezas do oceano e sobem à superfície quando escurece em busca do plâncton. Como são um dos peixes mais comuns no oceano e uma fonte de alimento para peixes populares na pesca, como o atum e o dourado, a descoberta dos fragmentos de plástico levanta questões quanto aos efeitos sobre a vida marinha e o consumo humano.
"À medida que os pedaços grandes de plástico se fragmentam, eles vão ficando do tamanho e com a textura de um alimento natural", disse Charles Mooore, fundador da Fundação Algalita e autor do estudo. "O que estamos observando é toda a rede alimentar sendo contaminada pelo plástico".
Ideias. O estudo foi publicado na revista científica Marine Pollution Bulletin e os autores devem apresentar suas descobertas na Plastics Are Forever Youth Summit, em Long Beach, reunião na qual adolescentes dos Estados Unidos e de mais 13 países trocarão ideias sobre como combater a poluição provocada pelo plástico nos oceanos.
A pesquisa também será apresentada no fim deste mês na Quinta Conferência Internacional sobre Detritos Marinhos, em Honolulu, Havaí.

Fonte: Estadão

A Física explica o motivo pelo qual seus dedos enrugam na água


Qual o motivo que leva a pele a ficar toda enrugada
quando ficamos muito tempo na piscina?
O estudo desenvolvido pelo matemático Mayfenvi Evans na Universidade Nacional Australiana intenta explicar porque a epiderme mesmo absorvendo quantidades excessivas de água não sofre alterações em sua estrutura.

A pesquisa se baseou na geometria tridimensional da pele, como a estrutura da queratina é altamente estável a pele na presença de água se comporta como se fosse uma esponja. A queratina é composta por uma rede de proteínas fibrosas que além de formar a parte externa do tecido epitelial compõem a estrutura das unhas e dos cabelos.

Em uma fusão entre matemática e ciências naturais, chegou-se a um modelo de redes expansíveis de fibras de queratina e através de simulações em computador foi possível explicar essa incrível propriedade que a pele humana tem. É o contato entre as fibras que garante que a estrutura do tecido não perca sua rigidez.

Visão tridimensional das fibras de queratina

Para os coordenadores da pesquisa o mistério era apenas uma questão de entender as particularidades geométricas da queratina. E compreendê-la pode ajudar na elaboração de novos materiais que precisem esticar e manter a força, como ataduras e coletes à prova de balas.

Essa característica da pele é válida apenas por um período inferior a 24 horas; o contato com a água por um tempo maior que este ocasionará alterações irreversíveis a estrutura do tecido. Os detalhes da pesquisa foram publicados no Journal of the Royal Society Interface.

Fonte: Jornal Ciência

Tsunami atinge Galápagos e destrói ninhos de tartaruga

Tsunami atinge a orla do Equador
O terremoto que atingiu o Japão na última sexta-feira (11) foi o maior já registrado na história do país. O tsunami que se seguiu ao tremor de terra causou devastação no litoral japonês e teve reflexos até mesmo em Galápagos, um Patrimônio Natural da Humanidade.

O conjunto de 58 ilhas localizado no Oceano Pacífico, próximo à costa equatoriana sentiu algumas conseqüências do terremoto de magnitude 8,9 ocorrido a 130 quilômetros da península de Ojika, no Japão. As principais afetadas foram as ilhas de San Cristóbal e Santa Cruz.

Segundo informações fornecidas pela administração da reserva as praias foram cobertas pelo aumento do nível do mar. Em Santa Cruz, por exemplo, a água adentrou a 400 metros da costa. Os principais afetados foram os ninhos de tartaruga, que estavam abrigados nessa região e foram destruídos pelas fortes ondas.

As tartarugas do centro de reprodução da ilha haviam sido retiradas do local na sexta-feira (11), assim que o alerta sobre o tsunami foi feito. Essas e algumas outras espécies foram levadas para áreas mais altas e puderam ser salvas.

Desde a ida de um dos mais importantes pesquisadores da história, Charles Darwin, ao conjunto de ilhas de Galápagos o local é considerado o principal laboratório de biologia viva do mundo.

No Japão

No Japão a tragédia se torna maior a cada dia. Segundo as equipes de buscas, já são mais de dois mil mortos, somente nas áreas mais afetadas pelo tsunami. O governo informa que ainda não foi possível contatar outras dez mil pessoas na província de Minamisanriku. O número é equivalente à metade da população local.

Além disso, o país destina uma atenção especial à usina nuclear de Fukushima, que sofreu uma explosão no sábado (12) e outras duas na manhã desta segunda-feira (14). Mesmo que o porta-voz japonês, Yukio Edano, tenha informado que as chances de haver um vazamento radioativo sejam poucas, os engenheiros trabalham incessantemente para evitar que ocorra um desastre nuclear.

Desde a manhã de sexta-feira (11), quando ocorreu o primeiro e mais forte terremoto, já foram registrados outros 300 tremores em território japonês. Segundo especialistas os fenômenos devem continuar a ocorrer nesta semana, e existe um alerta para um terremoto de sete graus de magnitude até a próxima quarta-feira (16). A população também segue atenta para a possibilidade de um novo tsunami atingir o país. Com informações da Folha e do G1.

Fonte: Ciclo Vivo

Pesquisa mostra que os caracóis adoram dormir

Pesquisadores da Universidade de Toronto descobriram que os caracóis gastam cerca de 10% do seu tempo dormindo.
Intrigados com a posição assumida pelo gastrópode; que se adere a uma superfície sólida e permanece com músculos relaxados e tentáculos parcialmente retirados, os estudiosos decidiram realizar um experimento a fim de analisar se os caracóis estavam mesmo dormindo ou simplesmente descansando.

O sono é caracterizado por fatores como: adoção de uma determinada posição, menor sensibilidade a estímulos externos, baixa nas atividades cerebrais, dentre outros. Através de uma investigação comportamental dos caracóis ativos e em repouso foi possível concluir que o ‘estado de repouso’ era dormir.

Durante os experimentos os caracóis ativos responderam aos estímulos físicos duas vezes mais rápido que os caracóis em repouso, e sete vezes mais rápido quando esses incentivos eram de apetite. A partir daí os pesquisadores passaram a monitorar 8 caramujos durante 79 dias para mapear padrões de comportamento durante o sono.

Segundo o Dr. Stephenson, um dos coordenadores do estudo, os caracóis não precisam dormir muito, pois o estilo de vida da espécie não é mentalmente exigente. Por isso eles não apresentam horários regulares de sono. A pesquisa foi publicada no Journal of Experimental Biology.

Fonte: Jornal Ciência

Qual o segredo do formato do cavalo-marinho?

O enigmático e charmoso cavalo-marinho, sempre foi motivo de curiosidade em relação ao seu formato. Nova pesquisa busca explicá-lo.
Recentemente pesquisadores fizeram diversas análises biomecânicas dos peixes cavalo-marinho e peixe-cachimbo, este último foi escolhido porque é o representante vivo mais próximo evolutivamente do cavalo-marinho (Hippocampus spp.). A pesquisa liderada pelo Dr. Sam Van Wassenbergh, da Universidade de Antuérpia na Bélgica, visou tentar descobrir os possíveis fatores que favoreceram a evolução morfológica um tanto quanto peculiar dos delicados e curiosos cavalos-marinhos.

Tiveram bons resultados

Intitulado “Uma explicação adaptativa para a forma de cavalo dos cavalos-marinhos” (traduzido do inglês), o resultado dessa pesquisa propôs que o sucesso evolutivo do corpo em forma de S e da cabeça curvada pode ser explicado com o fato de essas características terem sido vantajosas para a caça e ingestão de alimentos. Enquanto o peixe-cachimbo necessita nadar em direção a sua presa até chegar bem perto e capturar o alimento, o cavalo-marinho pode “sentar” e observar o alimento vindo em sua direção para então atacar com precisão.
Os cientistas utilizaram câmeras de alta velocidade capazes de observar os movimentos de captura de alimento desses animais até 66 vezes mais devagar que a velocidade normal. Em seguida modelos matemáticos puderam ser aplicados para demonstrar os resultados em nível quantitativo.
O pescoço arcado e flexível funciona como uma mola, que permite atacar a presa a uma maior distância quando comparada com a do “primo”, o peixe-cachimbo. A movimentação rápida do pescoço também compensou a limitada natação do cavalo-marinho, já que esta é relativamente lenta.

Fonte: Jornal Ciência

Novo campo da ciência promete revolucionar a compreensão do universo microbiano.

É inegável a importância das bactérias para a manutenção da vida começando pelo fato de que estes foram os primeiros seres a habitar o planeta. Entretanto pouco ainda se sabe sobre o seu comportamento no ambiente natural. Os métodos utilizados até então só permitem encontrar menos de 1% das bactérias.
O termo metagenômico se refere à ideia de uma coleção de genes seqüências, esse novo ramo da ciência promete analisar vários tipos de bactérias ao mesmo tempo seja de forma isolada ou em comunidade. É a descoberta de um mundo que até pouco tempo era invisível.
As pesquisas metagenômicas extraem o DNA dos microorganismos que compõem a amostra ambiental. Este material genético coletado poderá ser clonado e fará parte de um banco de dados com informações sobre o comportamento da bactéria em seu habitat.
Está tecnologia apresenta um vasto campo de exploração, mas ainda é cedo para garantir uma revolução científica. Mesmo assim o seu desenvolvimento certamente trará novos conceitos biológicos.

Aplicações

Com o domínio dessa ferramenta de análise microbiana será possível criar estratégias de controle dos impactos causados pela poluição sobre o planeta e limpar ecossistemas já contaminados. A técnica fornecerá ainda uma enorme quantidade de matéria-prima para a indústria de produtos agroquímicos e farmacêuticos. 

Astrofotógrafo captura imagem inédita do Sol

Com um telescópio de 35,56 centímetros, um webcam e um laptop, astrônomo amador tira foto inédita do sol.

Alan Friedman, astrofotógrafo com seu telescópio apelidado de ‘Pequeno Grande Homem’ e o auxílio de um filtro de hidrogênio captou a imagem que mostra as implicações de uma explosão emitida por manchas solares com o tamanho aproximado ao da terra que entraram em erupção.
Para obter o resultado surpreendente Friedmam manipulou o contraste da imagem tornando-a mais negativa e com ajuda do hidrogênio capturou apenas parte do espectro de luz visível.
Apaixonado por astronomia e design gráfico, ele acredita que o gosto pela arte e pela ciência contribui para a criação de imagens que mesclam informação e inspiração. A foto que retrata a cromosfera - atmosfera do sol - foi tirada na Star Winter Party, evento para astrônomos amadores que acontece na Flórida.
Explosões solares como as captadas pelas lentes de Friedman são mais comuns do que se imagina e seus efeitos podem atingir nosso planeta através de interrupções na distribuição de energia, falhas na comunicação telefônica, dentre outras.
A primeira grande tempestade solar foi registrada pelo astrônomo britânico Richard Carrington, em 1859. Outros surtos em 1972 e 1989 foram sentidos em cidades norte-americanas e canadenses.

Fonte: Jornal Ciência

Segurança do uso de fonte nuclear entra em discussão após terremoto no Japão

A notícia de que o governo japonês decretou situação de emergência nuclear em Fukushima, no Nordeste do Japão, depois do terremoto que atingiu o país, reacendeu a discussão sobre a segurança desse tipo de geração de energia no mundo.

A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) informou que não houve, até o momento, registro de vazamento radioativo, mas quatro usinas nucleares foram desligadas e cerca de 2 mil moradores receberam ordens para deixar suas casas.

Para o físico e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Goldemberg, os problemas causados às usinas nucleares por conta do terremoto no Japão mostram que não existe “segurança absoluta” no uso desse tipo de energia.

Goldemberg explica que, apesar da estrutura das usinas ser robusta, o funcionamento do reator onde a energia é gerada depende de um sistema de tubulações. “Se essa tubulação quebrar, que é o que aconteceu no Japão, e a temperatura começar a subir muito, o reator funde”.

O derretimento do reator pode, segundo o professor, liberar na atmosfera uma quantidade de radiação muito maior do que uma explosão de bomba atômica. “A quantidade de urânio consumida em um reator nucelar é muito maior do que a consumida em uma explosão nuclear”.

Apesar de não ocorrerem terremotos na região onde está o Brasil, o físico lembra que eventos menores, como um furacão, podem atrapalhar o funcionamento dos sistemas nucleares. “Essas tubulações que têm no reator são complicadas e podem ocorrer acidentes que interrompem o resfriamento”, pondera.

Devido aos riscos, Goldemberg acredita que o Brasil deva expandir a matriz energética com fontes mais seguras. “Não é uma boa ideia você ficar se envolvendo com uma tecnologia que oferece riscos que podem ser muito graves”, alertou. A melhor opção para o país, na opinião do especialista, é a construção de médias usinas hidrelétricas. Esse empreendimentos, que geram entre 300 mil quilowatts e 500 mil quilowatts, são o meio termo entre as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e as grandes barragens, que alagam áreas muito extensas.

Também são boas opções para a matriz brasileira, de acordo com Goldemberg, a geração a partir do bagaço de cana-de-açúcar e a energia eólica, que têm um potencial expressivo no Norte e Nordeste do país. “Eu acho que explorar essas opções tornaria desnecessária a expansão do parque nuclear brasileiro”, avaliou.

Já o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Edson Kuramoto, avaliou que o acidente no Japão não é motivo para que haja um freio na construção de novas usinas no Brasil. “Não vejo isso como impedimento à expansão do parque nuclear no país. Pelo contrário, as usinas nucleares têm se demonstrado seguras”.

Ele lembra que as usinas brasileiras possuem um sistema diferente do que é adotado nas usinas japonesas que apresentaram problemas. Aqui, é utilizado o sistema Pressurized Water Reactor (PWR), que pode ser desligado com mais segurança e tem mais opções de refrigeração de emergência que o Boiling Water Reactor (BWR), usado no Japão.

Segundo Kuramoto, tanto as usinas japonesas quanto as brasileiras são projetadas para suportar terremotos de até 6 pontos na escala Richter e têm previsão de desligamento automático no caso de emergências.

Atualmente, o Brasil tem duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2, que, juntas, têm potencial de geração de 2 mil megawatts. A partir de 2015, a conclusão da usina nuclear Angra 3 colocará no sistema mais 1.080 megawatts.

A intenção do governo brasileiro é definir ainda este ano as diretrizes para a construção de pelo menos mais quatro novas usinas: duas no Nordeste e duas na Região Sudeste.

Fonte: Eco Desenvolvimento