Motos poluem sete vezes mais que carros

Não é novidade que os veículos automotivos comuns poluem o meio ambiente. O que boa parte das pessoas desconhece é o fato de que certas motos têm a capacidade de poluir até sete vezes mais que um carro, conforme informações da Prefeitura de São Paulo.

Desenvolver motores que reduzam a emissão de gases poluentes já é uma obrigação estipulada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente para os fabricantes. Desde 2009, tornou-se obrigatória também a vistoria de motos, para que ao menos o motor esteja sempre regulado. Porém, no ano passado das 600 mil motos registradas na capital paulista, apenas 266 mil passaram pela inspeção.

Mesmo com a fraca atuação até o momento, o padrão de motos a partir de 2009 melhorou do ponto de vista ambiental. É o que explica o coordenador do programa de inspeção veicular da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Hélio Neves, em entrevista ao programa Respirar da rede globo.

“A partir de 2003, iniciou-se o programa de melhoramento da qualidade das motocicletas produzidas e importadas no Brasil, que não existia antes, já existia para os carros desde 1988 e, para as motos, passou a acontecer a partir de 2003. Com isso, o padrão da emissão das motos novas, que saíram a partir de 2009/2010, é bastante superior ao das que eram produzidas antes, do ponto de vista ambiental, pelo menos. Com isso, a gente espera e tem certeza que, nos próximos anos, a frota vai se renovando, e a gente vai ter, então, motocicletas com melhor desempenho do ponto de vista ambiental.”

Ele afirmou, inclusive, que a informação da prefeitura de que a moto pode poluir muito mais que o carro é baseada nos resultados do programa de inspeção veicular. “Para diversos poluentes, motocicletas emitem cinco, sete ou dez vezes mais do que os carros”, afirmou Neves.

Espera-se que até 2014 a regulamentação seja realmente cumprida. De modo que o Brasil passará a ter o mesmo nível de tolerância de países da Europa, Estados unidos e Japão. A lei Promot, de 2002 exige que a tecnologia utilizada na fabricação das motos polua o mínimo possível. Por enquanto, a prática da lei ainda é fraca.

Para o coordenador Hélio Neves a redução de emissões poluentes é simples, só é preciso regular bem o veículo, trocar as peças com a periodicidade necessária e não deixar de fazer a manutenção preventiva. Com informações do G1.

Fonte: Ciclo Vivo

Pesquisa mostra que mamutes e elefantes podem ter se miscigenado formando novas espécies

Pesquisadores identificaram uma espécie de elefante muito maior do que as conhecidas até então; a descoberta indica que os mamutes podem ter cruzado regularmente com alguns tipos completamente distintos de elefantes. Cientistas afirmam que o cruzamento entre as espécies não é improvável.

O Mamute Lanudo (Mammuthus primigenius) habitou a Terra há aproximadamente um milhão de anos. A espécie era amplamente encontrada em regiões da Europa, Ásia e da América do Norte. A extinção destes animais se deu há mais ou menos 10000 anos. O Lanudo vivia em ambientes de clima frio onde predominava a vegetação da tundra. O Mamute Colombiano, diferentemente dos demais de sua família, habitou lugares temperados do sul e centro da América do Norte.

Segundo cientistas da Universidade de McMaster, no Canadá, as duas espécies - fisicamente bem diferentes e que segundo pesquisas anteriores seriam separados por cerca de um milhão de anos – teriam cruzado. Para chegar a tais conclusões os estudiosos investigaram a evolução dos Mamutes Colombianos e a partir de análises do material genético obtido através dos dentes fossilisados encontrados no sítio em Huntington e em Utan. O material fossilizado tinha aproximadamente 11 milhões de anos; o estudo focou no DNA mitocondrial que é de origem materna.

Com estas pesquisas os estudiosos identificaram que o genoma mitocondrial do Mamute Colombiano é extremamente similar ao de outras espécies encontradas no hemisfério Norte. As descobertas das evidências genéticas confirmam os resultados de estudos realizados em laboratório. O cientista Jacob ENK acredita que o material genético encontrado revela que os vestígios encontrados pertenciam ao híbrido genético.

As conclusões apresentadas indicam que alguns fósseis de mamíferos possuem características intermediárias entre as duas espécies de mamutes. A comprovação só será possível com o sequenciamento do DNA das espécies que deram origem ao vestígio encontrado. O estudo detalhado foi publicado na revista online Genome Biology.

Fonte: Jornal Ciência

Encontrada vida multicelular a 1,3 Km de profundidade!

Novo estudo apresentada nematóide encontrado a 1,3 quilômetros abaixo da superfície da terra. Publicado na revista Nature, a pesquisa relata a descoberta de uma nova espécie de praga denominada Mephisto Haliciphalobus. O organismo é o primeiro multicelular vivo identificado em locais profundos.

Os cientistas trabalhavam na busca por formas de vida subterrânea há mais ou menos 15 anos. O estudo foi concentrado em regiões de minas ultra profundas da África do Sul. A profundidade destas minas pode atingir cerca de 3 quilômetros.

Os nematóides identificados tinham aproximadamente 0,5 milímetros. Para encontrá-los os cientistas analisaram amostras de água dos poços localizados nas minas com profundidade de 3,6 quilômetros. Os pesquisadores também investigaram amostra do solo que circundavam os poços.

Com o auxílio destes estudos os cientistas demostraram que a vida tem raízes mais profundas. O Mephisto é um nematóide com 10 vezes o tamanho de um organismo unicelular, as bactérias são base da alimentação destes organismos. Este nematóide foi identificado na mina de ouro Beatrix e apresenta estrutura simples. Quando foi descoberto o organismo estava vivo e era completamente capaz de se reproduzir.

Não foi encontrada nenhuma evidência da presença destes seres em águas superficiais ou no solo, indicando desta forma que estes são nativos de rochas profundas. A partir de análises químicas, os cientistas descobriram que este nematóide surgiu há pelo menos 2900 anos.

Para os pesquisadores as recentes descobertas devem incentivar os estudos que procuram vida abaixo da superfície da terra. Segundo Michael Meyer – cientista chefe para a exploração de Marte da NASA – a descoberta de vida pluricelular em regiões profundas abre possibilidades na procura por vida extraterrestre.

Fonte: Jornal Ciência

Mais dois elementos químicos na tabela periódica

Após mais de dez anos de pesquisa, um comitê internacional de químicos e físicos anunciou oficialmente que mais dois elementos foram adicionados à tabela periódica. São eles os ultra pesados elementos 114 e 116, que com massas atômicas de 289 e 292, respectivamente. Momentaneamente, receberam os nomes de ununquadium e ununhexium, mas suas denominações definitivas ainda serão definidas.

Com a descoberta, feita por cientistas russos do Joint Institute for Nuclear Research, da cidade de Dubna, uma mudança importante ocorreu na tabela periódica: roentgênio e copérnico, que eram os elementos mais pesados até então, com massa atômica de 285 e 272, perderam seus postos para os elementos 114 e 116. Lembrando que a massa atômica é a soma do número de prótons e nêutrons do núcleo de um átomo.

Tanto 114, quanto 116 são radioativos. Eles existem apenas por menos de um segundo, antes de perderem massa e assim decaírem para elementos mais leves. Seguindo a progressão da tabela, o elemento 116 decai para o 114, que por sua vez se transforma em copérnico.

Todos estes elementos são artificiais, ou seja, não são encontrados na natureza e foram produzidos pelo homem, em laboratório. Todo elemento químico com número atômico (que é o número de prótons em seu núcleo) maior que o do urânio, que é de 92, é artificial. Esses elementos têm como característica serem radioativos e decaírem em até frações de segundos em substâncias mais leves.

Como exceção a regra de que elementos com número atômico maior que 92 não são encontrados na natureza, alguns traços efêmeros de neptúnio e plutônio pode ser encontrados no minério do urânio.


Pesquisa. Os estudos acerca desses elementos contam com mais de uma década. No ano de 1999, cientistas russos bombardearam o isótopo 244 do plutônio com cálcio 48 e assim produziram um único átomo de 114, que logo decaiu. Foram necessários dez anos de estudos e três de revisões para que a International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) e a International Union of Pure and Applied Physics reconhecessem, no dia 1 de junho, os elementos como oficiais.

Diversos estudo sobre elementos que seriam o 113, 115 e 118 já foram apresentados ao mesmo comitê que oficializou 114 e 116. Os cientistas afirmam que os indícios são bons, mas ainda não encaixam em todos os quesitos para serem declarados novos elementos químicos.

Nomes. Os cientistas russos sugeriram os nomes de flerovium para o elemento 114, em homenagem ao químico russo Georgy Flyorov, e moscovium para o 116, em referência clara à capital do país.

Fonte: Revista Galileu

Humanidade está perdendo batalha contra superbactérias, dizem especialistas

A incidência de infecções resistentes a drogas atingiu níveis sem precedentes e supera nossa capacidade atual de combatê-las com as drogas existentes, alertam especialistas europeus.

A cada ano, mais de 25 mil pessoas morrem na União Europeia em decorrência de infecções de bactérias que driblam até mesmo antibióticos recém-lançados.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação chegou a um ponto crítico e é necessário um esforço conjunto urgente para produzir novos medicamentos.

Sem esse esforço, a humanidade pode ter que enfrentar um “cenário de pesadelo” global, de proliferação de infecções incuráveis, de acordo com a OMS.

Um exemplo é a superbactéria NDM-1, que chegou à Grã-Bretanha vinda de Nova Délhi em meados de 2010, trazida por britânicos que fizeram tratamentos médicos na Índia ou no Paquistão.

Em outubro passado, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o controle sobre receitas médicas de antibióticos, na tentativa de conter o avanço da superbactéria KPC, que atacou principalmente em hospitais.

Água contaminada

A resistência das superbactérias a antibióticos mais fortes causa preocupação entre os especialistas. Pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, que identificaram a NDM-1 no ano passado, dizem que as bactérias resistentes contaminaram reservatórios de água de Nova Délhi, o que significa que milhões de pessoas podem ter se tornado portadoras do micro-organismo.

A equipe do médico Timothy Walsh coletou 171 amostras de água do solo e 50 de água de torneiras em um raio de 12 km do centro de Nova Déli, entre setembro e outubro de 2010.

O gene da NDM-1 foi encontrado em duas das amostras de torneira e em 51 das amostras de água do solo.

Isso se torna mais preocupante porque, segundo a equipe de Walsh, o gene se espalhou para bactérias que causam diarreia e cólera, doenças facilmente transmissíveis através de água contaminada.

“A transmissão oral-fecal de bactérias é um problema global, mas seu risco potencial varia de acordo com os padrões sanitários”, disseram os pesquisadores em artigo no periódico científico Lancet Infectious Diseases. “Na Índia, essa transmissão representa um problema sério (porque) 650 milhões de cidadãos não têm acesso a vasos sanitários, e um número provavelmente maior não tem acesso a água limpa.”

Descoberta ‘preciosa’

Os cientistas pedem ação urgente das autoridades globais para atacar as novas variedades de bactérias e para prevenir epidemias globais.

A diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, disse que “os antibióticos são uma descoberta preciosa, mas não lhes damos valor, os usamos em excesso e os usamos mal. (Por isso), agora há superbactérias que não respondem a nenhuma droga”.

Segundo ela, ante o crescimento no número de viagens internacionais e de trocas comerciais no mundo, “as pessoas precisam estar cientes de que, até que todos os países enfrentem (o problema das superbactérias), nenhum país por si só estará seguro”.

Autoridades sanitárias britânicas dizem estar monitorando a NDM-1, que, segundo registros oficiais, já contaminou 70 pessoas no país.

Fonte: BBC Brasil

Formas de Poluição na Água

As principais formas de poluição que afetam as nossas reservas de água, são classificadas em  biológica, térmica, sedimentar e química.

Poluição biológica: resulta da presença de microorganismos patogênicos (bactérias, vírus, protozoários, vermes); especialmente na água potável.
1- Doenças transmitidas diretamente através da água:

  • cólera
  • febre tifóide
  • febre paratifóide
  • desinteria bacilar
  • amebíase ou desinteria amebiana
  • hepatite infecciosa
  • poliomelite.
2- Doenças transmitidas indiretamente através da água:
  • esquistossomose
  • fluorose
  • malária
  • febre amarela
  • bócio
  • dengue
  • tracoma
  • leptopirose
  • perturbações gastro-intestinais de etiologia obscura
  • infecções dos olhos, ouvidos, garganta e nariz.
Poluição térmica: ocorre frequëntemente pelo descarte nos rios, lagos, oceanos, de grandes volumes de água aquecida usada no resfriamento de uma série de processos industriais. O aumento de temperatura causa três efeitos:
  • A solubilidade dos gases em água diminui como aumento da temperatura. Assim há um decréscimo na quantidade de oxigênio dissolvido na água, prejudicando a respiração dos peixes e de outros animais aquáticos.
  • Há uma diminuição do tempo de vida de algumas espécies aquáticas, afetando os ciclos de reprodução.
  • Potencializa-se a ação dos poluentes já presentes na água, pelo aumento na velocidade das reações.

Poluição sedimentar: resulta do acúmulo de partículas em suspensão. Esses sedimentos poluem de várias maneiras:
  • Os sedimentos bloqueiam a entrada dos raios solares na lâmina de água, interferindo na fotossíntese das plantas aquáticas e diminuindo a capacidade dos animais aquáticos de vir e encontrar comida.
  • Os sedimentos também conduzem poluentes químicos e biológicos neles adsorvidos.
Poluição química: é talvez, a mais problemática de todas as formas de poluição aquática, é causada pela presença de produtos químicos nocivos ou indesejáveis. Seus efeitos podem ser sutis e levar muito tempo para serem sentidos. Os agentes poluidores mais comuns são:
  • Eutrofização: fertilizantes agrícolas são arrastados pela irrigação e pelas chuvas para os lençóis subterrâneos, lagos e rios. Eles contêm principalmente os íons NO3- e PO4-3. Quando os fertilizantes e outros nutrientes vegetais entram nas águas paradas de um lago ou um rio de águas lentas, causam um rápido crescimento de plantas superficiais, especialmente das algas, que tornam as águas tóxicas. À medida que essas plantas crescem, formam um tapete que pode cobrir a superfície, isolando a água do oxigênio do ar, levando à morte dos peixes e outros animais aquáticos. É o fenômeno conhecido como floração da água e torna reservatórios de água potável (lagoas, lagos,...) imprestáveis para o uso.
  • Compostos orgânicos sintéticos: o aumento da produção industrial de compostos orgânicos sintéticos: plásticos, detergentes, solventes, tintas, inseticidas, herbicidas, produtos farmacêuticos, aditivos alimentares etc - muitos desses produtos dão cor ou sabor à água e alguns são tóxicos.
  • Petróleo: estima-se que aproximadamente 6 milhões de toneladas de petróleo são despejadas no mar a cada ano, uma parte devido a acidentes no embarque e desembarque desse minério nos navios. O derramamento de petróleo no mar acaba causando a morte de grandes quantidades de plantas, peixes e aves marinhas.
  • Compostos orgânicos e minerais: o descarte desses compostos pode acarretar variações danosas na acidez, na alcalinidade, na salinidade e na toxicidade das águas. Uma classe particularmente perigosa de compostos são os metais pesados (Cu, Zn, Pb, Cd, Hg, Ni, Sn, etc), muitos deles estão ligados a alterações degenerativas do sistema nervoso central, uma vez que não são metabolizados pelos organismos produz o efeito de bioacumulaçao: quanto mais se ingere água contaminada, maior o acúmulo destes nos tecidos do organismo.
  • Esgoto: Certos resíduos de esgoto são regularmente lançados ao mar. O esgoto é potencialmente prejudicial à saúde, nadar em águas poluídas pode causar distúrbios desagradáveis, como gastroenterites, irritação cutâneas e infecções de ouvido, nariz e garganta. Uma pesquisa nos Estados Unidos constatou que em média 18 em cada 1.000 pessoas que se banham em águas poluídas adoecem.
  • Bifenóis policlorados e o meio ambiente: Os bifenóis policlorados (PCBs) são produtos químicos complexos usados na indústria elétrica. Podem tornar-se extremamente perigosos se penetrarem na atmosfera por isso seu uso está sendo reduzido. Contudo, eles atingiram o ambiente marinho e agora são encontrados no corpo de muitos animais. Qundo é absorvido por um animal o PCB não é eliminado de seu corpo, permanecendo nele. Esse produto químico pode reduzir a resistência do corpo a doenças, diminuir a capacidade de aprendizagem das crianças, danificar o sistema nervoso central, causar câncer e afetar os fetos.

Principais Agentes Contaminantes

Petróleo: A contaminação de água pode ser acidental como é o caso de alguns derramamentos de petróleo, entretanto, muitas vezes são despejadas substâncias tóxicas por ignorância ou desinteresse. Os hidrocarbonetos espalhados no mar provêm não só dos derramamentos acidentais com suas tristementes batizadas “marés negras”, mas dos petroleiros que limpam seus depósitos despejando na água mais de 1% de sua carga. Com o passar do tempo, a quantidade de produtos derivados do petróleo jogada no mar é de vários milhões de toneladas. As embarcações a motor também colaboram com derramamentos de várias espécies de hidrocarbonetos. Os derramamentos de petróleo são responsáveis pela morte de milhões e milhões e milhões de seres vivos. Algas, plancton, espécies variadas de moluscos, peixes, aves e mamíferos marinhos.

Poluição Térmica: Determinados processos industriais utilizam grandes quantidades de água em reservatórios ou como refrigeradores o que aparelha como resultado uma notável alteração em sua temperatura natural. Modificar a temperatura da água é também outra forma de alterar o ecossistema e é denominado poluição térmica. O aumento da temperatura das águas, traz maior demanda bioquímica de oxigênio.

Chuva Ácida: Normalmente pode se considerar que a água da chuva é neutra, entretanto, a utilização de combustíveis fósseis, libera na atmosfera terrestre dióxido de carbono e dióxido de enxofre. Ao chegar a certos níveis de concentração, estes gases misturados com a chuva acidificam a água provocando consequências negativas para os organismos que dependem dela. A chuva ácida destrói a vida dos lagos próximos das áreas industriais e produz enormes danos em algumas espécies de árvores.

Radioatividade na Água: A existência de radiotividade natural na água não tem incidência ou efeitos nocivos na saúde por tratar-se de níveis muito baixos, em troca a contaminação por resíduos radioativos lançados ao mar, afundamento de arsenais nucleares, explosões atômicas submarinas ou fugas radioativos em geral pode ter conseqüências gravíssimas. A radioatividade é altamente cancerígena e não tem sabor, cheiro ou cor.

Mercúrio na Água: As baterias locais contêm mercúrio, uma das fontes mais perigosas de poluição ambiental. A bateria descarregada que hoje jogamos no lixo, leva 70 anos para se decompor. O mercúrio e seus derivados são altamente tóxicos e absorvidos em doses importantes produzem uma intoxicação que afeta o aparelho digestivo e o sistema nervoso.

Nos últimos anos, os fabricantes de baterias tentaram reduzir a porcentagem de mércurio de seus produtos. Atualmente a proporção de mercúrio que leva cada unidade é ínfima, mas se considerarmos as quantidades de baterias que são consumidas diariamente veremos que as cifras em escala mundial são verdadeiramente preocupantes. Só nos Estados Unidos, uma média de 2300 milhões de baterias são trocadas por ano. Em 1991 foi lançada a venda da primeira bateria livre de mercúrio mas na maioria dos países não há campanhas de informação que permitam com que o público consumidor saiba quais são as suas opções.

Biodegradabilidade: O mar tem uma enorme capacidade autodepuradora e é um meio desfavorável para o desenvolvimento de microorganismos patógenos, entretanto o derramamento de águas residuais urbanas e detritos industriais ao chegar a um certo grau de concentração deterioram essa capacidade. A natureza por si mesma realiza um processo de biodegradação através de bactérias, mas se a concentração de substâncias supera certos limites, a biodegradabilidade da água já não é possível e as águas não podem se regenerar, sendo necessário o sue tratamento em plantas depuradoras.

Fonte: Portal São Francisco

Poluição nos Mares

Cerca de 77% dos poluentes despejados vêm de fontes terrestres e tendem a se concentrar nas regiões costeiras, justamente o habitat marinho mais vulnerável, e também o mais habitado por seres humanos.


Segundo a Agenda 21, o meio ambiente marinho caracterizado pelos oceanos, mares e os complexos das zonas costeiras formam um todo integrado que é componente essencial do sistema que possibilita a existência da vida sobre a Terra, além de ser uma riqueza que oferece possibilidade para um desenvolvimento sustentável (Cap.17.1).

Mas apesar da imensidão, as águas marinhas existentes no globo vêm sofrendo muito com a poluição produzida pelo homem, que já atinge inclusive o Ártico e a Antártida, onde já se apresentam sinais de degradação. Devido ao grande volume de suas águas, os mares e oceanos há muito tempo vêm sendo usados como depósitos de detritos. É difícil saber a quantidade exata de poluentes lançados ao mar, pois todos os dias, os mares recebem toneladas de resíduos – alguns tóxicos, outros nem tanto.

Cerca de 77% dos poluentes despejados vêm de fontes terrestres e tendem a se concentrar nas regiões costeiras, justamente o habitat marinho mais vulnerável, e também o mais habitado por seres humanos. A população que mora no litoral ou nele passeia nos finais de semana e feriados é uma das grandes responsáveis pelo lixo que acaba se depositando no fundo do mar. Produzimos cada vez mais lixo e nos descartamos dele com uma velocidade cada vez maior.

Um estudo feito pela Academia Nacional de Ciências dos EUA estima que 14 bilhões de quilos de lixo são jogados (sem querer ou intencionalmente) nos oceanos todos os anos. Não é à toa que as descargas de detritos urbanos produzam efeitos tão nocivos.

Plástico - produzimos vários tipos de lixo, mas a grande praga dos mares é o plástico. O material tem uma vida útil curtíssima, mas demora centenas de anos para se desfazer, seja no mar, seja na terra. E, dentro do estômago de um bicho marinho, pode fazer um grande estrago, levando-o até à morte. Para uma tartaruga, por exemplo, um saco plástico boiando na água pode parecer uma água-viva – ou seja, comida.

Ocupação desordenada - mas o lixo não é o único problema enfrentado pelos oceanos. A ocupação desordenada do litoral está criando outro tipo de poluição: a ambiental, caracterizada pela destruição das restingas e manguezais na costa e pela poluição crescente das praias. No próximo século, estima-se que 60% da população mundial estará vivendo em áreas costeiras, o que significa um número ainda maior de hotéis, casas e lixo nas praias e no mar.

As regiões estuarinas, os manguezais, os corais e as baías são os locais de procriação da grande maioria da fauna marinha. São nestes locais que principalmente camarões e centenas de espécies de peixes de potencial alimentar humano se reproduzem e criam. Justamente aí, nestes riquíssimos ambientes marinhos é que estão os maiores efeitos da poluição, pois é onde são despejados diretamente os resíduos tóxicos das cidades ribeirinhas, das inúmeras industrias e da agricultura, inclusive muitas vezes trazidos de grandes distâncias por rios que deságuam nestes locais.

Esgoto – o esgoto (industrial e doméstico) constitui uma das grandes ameaças para a vida marinha e para quem vive no litoral porque age como um fertilizante. O esgoto leva para o mar grande quantidade de matéria orgânica, o que acaba contribuindo para uma explosão do fitoplâncton – uma explosão que, não por acaso, é conhecida por "bloom". A vida microscópica cresce de forma desordenada, prejudicando os outros microorganismos marinhos, que ficam sem espaço, sem oxigênio e sem nutrientes. Um dos exemplos mais conhecidos do bloom é a chamada maré vermelha, que resulta da proliferação dos dinoflagelados – um tipo de fitoplâncton que contém pigmento vermelho. Os dinoflagelados produzem substâncias tóxicas que podem causar a morte.

O esgoto também carrega para o oceano diversos organismos nocivos como bactérias, vírus e larvas de parasitas. Metade do peso seco do lixo humano é composto por bactérias. Delas, um grupo em particular costuma ser apontado como o grande vilão: os coliformes fecais. Tanto que são empregados como indicadores do nível de poluição das praias. Pelo menos 30% das praias brasileiras tem mais coliformes fecais do que deveriam – um sinal de que tem esgoto demais por ali.

Petróleo - a poluição dos mares e das zonas costeiras originada por acidentes com o transporte marítimo de mercadorias, em particular o petróleo bruto, contribui, anualmente, em 10% para a poluição global dos oceanos. Todos os anos, 600.000 toneladas de petróleo bruto são derramadas em acidentes ou descargas ilegais, com graves consequências econômicas e ambientais.

Dos acidentes com petroleiros, que infelizmente não são raros, os mesmos derramam, quase sempre, enormes quantidades de petróleo que, flutuando e alastrando-se progressivamente, formam extensas manchas negras. São as chamadas marés negras, de efeitos altamente destruidores, provocando uma enorme mortandade na fauna (aves marinhas, peixes, moluscos, crustáceos, etc.). A difusão do oxigênio do ar para o mar é também afetada (e vice-versa). Além disso, o petróleo adere as brânquias de peixes e outros animais marinhos, impedindo trocas respiratórias adequadas e matando-os por asfixia.

Quando as marés negras atingem as zonas costeiras, os seus efeitos tornam-se ainda mais catastróficos. Além de destruírem a fauna e a flora com elas em contato, provocam enormes prejuízos à atividade pesqueira e tem um forte impacto negativo na atividade turística, já que os resíduos petrolíferos, de remoção difícil, impedem durante muito tempo a utilização das praias.

Para o grande número de acidentes com petroleiros contribuem decisivamente o envelhecimento da frota mundial (cerca de 3000 navios têm mais de 20 anos) e a deficiente formação profissional das tripulações. Apesar da existência de múltiplas instâncias jurídicas destinadas à protecção do meio marinho, a verdade é que a lógica do lucro imediato tem conduzido a um comportamento irresponsável por parte de numerosas empresas e armadores do setor.

Também nas operações de lavagem dos tanques dos petroleiros em pleno oceano são derramadas enormes quantidades de petróleo, que, não raramente, originam autênticas marés negras. Embora atualmente tal operação em pleno mar seja proibida, é natural que se continuem a cometer abusos, dada a dificuldade de fiscalização.

Metais pesados - devemos ainda citar o caso de despejo de metais pesados no mar, altamente tóxicos para os seres vivos, que têm a tendência de se acumular nas cadeias alimentares, aumentando a concentração a cada estágio.

Os poluentes dos mares decorrem da convergência dos principais vetores econômicos na zona costeira brasileira, demandando forte infra-estrutura de apoio logístico para a produção e a circulação de mercadorias. Isso, aliado à ausência de uma política urbana integrada às demais políticas públicas, se reflete em grandes concentrações urbanas pontuais ao longo de um litoral onde menos de 20% do municípios costeiros são beneficiados por serviços de saneamento básico e drenagem urbana (Agenda 21).

Vale ressaltar que cinco das nove regiões metropolitanas brasileiras se encontram à beira-mar e que metade da população brasileira reside a menos de 200 km do mar. Esse contingente gera cerca de 56 mil toneladas por dia de lixo, e o destino, de 90% desse total são lixões a céu aberto, que contribuem para a poluição de rios, lagoas e do próprio mar (Agenda 21).

Apenas recentemente alguns programas governamentais tem-se voltado para a melhoria das condições sanitárias da costa-brasileira, principalmente em regiões que contam com potencial de desenvolvimento do turismo. No entanto, dada a magnitude dos problemas, será necessário o esforço continuado ao longo das próximas décadas para reverter os impactos observados (Agenda 21).

Fonte: Ambiente Brasil