Nova tecnologia sobre as células-tronco

Mais um passo importante é dado no desenvolvimento de tecnologias para a produção de células-tronco. A nova técnica foi criada por cientistas norte-americanos e consiste na adaptação das formas de produção de células em alta velocidade por uma espécie de jato de tinta que agregado as unidades celulares pode se diferenciar em qualquer tecido.

O estudo, liderado por pesquisadores de Harvard, focou na evolução do estágio inicial de uma cultura de células-tronco embrionárias em que ocorre a formação de corpos denominados embrióides. Essas estruturas são aglomerados de células-tronco embrionárias que se reproduzem em laboratório na primeira fase do processo.

Os embrióides funcionam como modelos para as interações celulares e moleculares nas primeiras etapas da formação de um organismo. A devida interferência nessa fase pode converter as células da cultura em outras, como em neurônios, tornando-se essencial para o avanço da medicina regenerativa. A técnica também apresenta alguns entraves, visto que compor um tecido sem problemas mecânicos, com tamanho e forma adequada e sem perdas funcionais é uma tarefa extremamente complicada.

Anteriormente se utilizava o método da gota em suspensão em pipetas, mas devido à lentidão do processo e a falta de precisão de seus resultados, fez-se necessário à elaboração de novas técnicas. Os pesquisadores resolveram as questões referentes à técnica anterior através da substituição da pipetas – manipuladas pelos próprios cientistas - por um bioprinter, que imprime no vidro as gotículas microscópicas em linhas ordenadas. A substituição pelo aparelho resultou em maior velocidade e precisão na obtenção dos dados.

A nova técnica foi testada com células de camundongos e apresentou resultados positivos; a mesma teoria também pode ser aplicada com estruturas celulares humanas. O artigo sobre o método foi publicado na revista Biomicrofluids.

Fonte: Jornal Ciência

Estudo afirma que emissão de enxofre na China freia aquecimento global

Na última segunda-feira (4), a revista científica americana Proceedings of the National Academy of Science publicou um novo estudo sobre o aquecimento global. Segundo a pesquisa, a emissão de enxofre na China ajudou a conter a elevação da temperatura do planeta.

Que a China teve um grande crescimento industrial na última década todos já sabem, mas a novidade da pesquisa é afirmar que o aquecimento global foi freado devido ao enxofre emitido, por causa do aumento da queima de carvão pelas indústrias do país.

De 2009 a 2010 o ritmo do aquecimento diminuiu, mas a partir de então houve nova aceleração, este fato justifica que a década entre 2000 e 2010 foi considerada a mais quente de todas as já registradas.

De acordo com o chefe do novo estudo, Robert K. Kaufmann, da Universidade de Boston, o enxofre tem efeito de refrigeração e como a expansão econômica chinesa favoreceu emissões deste tipo, o resfriamento do planeta foi apenas uma das consequências. Entre 2003 e 2007 dobrou o consumo de carvão no país, afirmou Kaufmann.

Segundo o estudioso, a China hoje reconhece os impactos negativos do enxofre no meio ambiente e na saúde das pessoas, por isso está instalando equipamentos para filtrar as partículas deste elemento químico. Mesmo assim, a proposta de lançar partículas de enxofre para resfriar o planeta foi cogitada.

O primeiro defensor da proposta apareceu em 2006. A ideia partiu de um trabalho científico, cuja autoria era de Paul Crutzen. Ele foi premiado com o Nobel de Química em 1995 por seu estudo sobre formação e decomposição do ozônio na atmosfera.

A sugestão de injetar enxofre na atmosfera para criar nuvens que refletiriam a luz do sol e, consequentemente, diminuir o aquecimento global não foi bem recebida. De acordo com análise de Simone Tilmes, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica em Boulder (NCAR sigla em inglês) no Colorado, para que esta ação pudesse realmente reduzir o aquecimento seria necessário uma quantidade muito grande de enxofre e ainda faria desaparecer a camada de ozônio sobre o Ártico, além de atrasar a recuperação do buraco sobre a Antártica em até 70 anos.

Para a NASA e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), 2010 foi um dos anos mais quentes já registrados. Já o escritório britânico de meteorologia, Hadley Center (Met Office Hadley Centre) - um dos maiores centros de pesquisa de mudanças do clima - acredita que em 1998 a temperatura foi ainda maior.

Ambientalistas de todo o mundo chamam atenção da sociedade civil para o fato deste aumento de temperatura causar problemas ainda mais sérios que os já percebidos nos últimos tempos. Os dados alarmantes indicam que se nada for feito, o planeta Terra terá seca em várias regiões, haverá mudança no padrão de tempestades, o nível do mar aumentará e as doenças tropicais serão alastradas com mais facilidade. Com informações do Estadão e Fundação Céu.

Fonte: Ciclo Vivo

Cientistas afirmam que o Ártico está aquecendo mais rápido que outras regiões

Especialistas alertaram que a região do Ártico está se aquecendo em um ritmo mais rápido que em outras regiões do mundo por causa do aumento das temperaturas do ar, aumento das precipitações e diminuição das nevascas, consequentemente o derretimento do gelo do mar.

James Screen, que liderou o estudo com Ian Simmonds, da Escola de Ciências da Terra da Universidade de Melbourne, disse que devido ao aquecimento - em mais dias e em mais partes da região polar - as temperaturas estão se tornando quentes demais para a neve protetora se formar. "Como resultado desta mudança de temperatura, estima-se que houve uma diminuição de 40 por cento na queda de neve no verão ao longo dos últimos 20 anos."

As reduções na precipitação de neve nos meses de verão (quando ainda há neve tipicamente significativa em regiões do Ártico) têm repercussões para o gelo do mar, o gelo que flutua sobre o Oceano Ártico.

Segundo ele a neve é ​​altamente reflexiva e reflete até 85 por cento da luz solar de volta ao espaço. A neve em cima de gelo age como um filtro solar protegendo-o do poder dos raios solares. "Como a cobertura de neve diminuiu, o gelo do mar tornou-se exposto à luz solar, aumentando o derretimento do gelo. Medições mostram que o gelo foi ficando mais fino e menos extenso", concluiu o especialista.

Fonte: Ciclo Vivo

Mapa mostra impacto humano no Planeta

O ser humano altera muito a Terra, nós já sabemos disso. Caso alguém tenha dúvidas, o mapa feito pelo antropólogo Félix Pharand mostra como a área urbana, estradas e redes aéreas estão acabando com o espaço verde em nosso planeta.

Por conta dessas alterações, alguns cientistas estão querendo começar uma nova era geológica chamada de Antropoceno (algo como “humano novo”).

Para que essa mudança? Para, no futuro, quando estiverem estudando esse período geológico, seja quem for, poderá saber que grandes mudanças aconteceram por conta de atitudes humanas.

“O Antropoceno tem grandes chances de se tornar o nome oficial de nossa era. Em junho de 2009, uma nova equipe foi incumbida de examinar a possibilidade de reconhecer uma divisão do Antropoceno dentro do Holoceno ou realmente separado”, disse Félix Pharand.

Para o novo nome ser oficializado, basta a Comissão Internacional de Estratigrafia aceitar ao pedido.

Fonte: Eco4Planet

Os seres humanos podem ter visão geomagnética

Alguns animais como as tartarugas marinhas, insetos e as aves tem a capacidade de visualizar o campo magnético da Terra.

Os cientistas acreditam que esta capacidade era restrita a espécies com visão de longo alcance, mas os estudos recentes sugerem que os seres humanos também podem ter essa característica.

Esta conclusão foi fruto de testes com o criptocromo 2, componente de uma proteína relacionada com a percepção geomagnética, que mostraram que os humanos podem ter uma variação do composto que oriente a capacidade. A pesquisa foi direcionada pelo questionamento a respeito da possível expressão do criptocromo e se os homens poderiam ter na retina magnetoreceptores sensíveis à luz.

O estudo, publicado na revista Nature, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Massachusetts em um laboratório de neurobiologia. Liderado pelo Dr. Steven Reppert, a pesquisa encontrou na retina humana algumas quantidades de criptocromo indicando que a percepção do campo magnético pelos homens pode estar sendo subutilizada.

A experiência com finalidade de comprovar que nossos olhos possuem elementos químicos que facilitam a orientação foi realizada com moscas de frutas que não apresentam a mesma visão magnética que os humanos. Os cientistas fizeram alterações nas proteínas dos olhos da espécie de moscas por proteínas presente nos olhos humanos. Em seguida as moscas recebiam uma recompensa adocicada quando seguiam na direção de um campo magnético presente em um tipo de labirinto.

Rapidamente as mascas de frutas aprenderam a se orientar e encontrar o caminho que as levava ao reforço positivo; os animais que não foram submetidos a alterações genéticas voaram sem direção durante os experimentos. Os responsáveis pelo estudo concluíram que a proteína estudada tem estreitas relações com o controle da frequência cardíaca e com a detecção magnética. A comunidade cientifica está otimista com os resultados da pesquisa, pois pela primeira vez foram apresentadas evidências moleculares sobre a capacidade da visão humana na percepção de campos magnéticos.

Fonte: Jornal Ciência

Encontrada estrela que expulsa água a enormes velocidades

Astrônomos identificam uma estrela jovem, localizada a 750 anos luz do nosso planeta, que joga água a alta velocidade em mudanças de fases repetidas diversas vezes.

As gravações incomuns foram realizadas pelo telescópio espacial Herschel. As observações se tornaram possíveis através da análise da radiação infravermelha emitida pelas nuvens que circundam o sol.

A equipe de astrônomos holandeses – responsáveis pela pesquisa – encontrou na poeira a presença de átomos de hidrogênio e de oxigênio, elementos que compõem a água. As moléculas estavam em movimento em volta da estrela e depois eram expulsas a partir dos pólos a uma velocidade aproximada de 200 milhas por hora.

Ao considerar precisamente o movimento dos compostos em torno da estrela, os cientistas concluíram que a água é formada na superfície do astro. A temperatura da estrela atinge uma média de 100.000° Celsius mantendo a água no estado gasoso.

O gás quente ao entrar em contato com um material mais frio presente nas proximidades da estrela, as partículas de oxigênio e hidrogênio sofrem uma rápida condensação e a água passa para o estado líquido. Os pesquisadores afirmam que além da velocidade da mudança de estado físico a quantidade de água liberada também é surpreendente, chegando a superar em milhões de vezes o volume contido na Amazônia. Esse processo pode contribuir para a constituição de novas estrelas.

O estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Leiden foi publicado na revista especializada Astronomy & Astrophysics.

Fonte: Jornal Ciência

Expedição nas Filipinas revela 300 espécies desconhecidas

Em uma expedição de 42 dias, pesquisadores da Academia de Ciências da Califórnia descobriram mais de 300 espécies novas de seres vivos. Na mais longa campanha exploratória da entidade foram descobertos lesmas do mar, tubarões e novos corais. Os cientistas ficaram apenas na maior ilha filipina, Luzon – o país conta com mais de 7 mil ilhas.

O objetivo do projeto é descobrir, catalogar e divulgar o novos seres vivos já muito ameaçados pela ação humana e mudanças climáticas na região. Confira alguns dos animais encontrados nas proximidades da ilha.

Tubarão inflável
Esse tubarão tem uma dieta saudável composta quase que exclusivamente de camarões. Mas o refinamento de seu cardápio não é sua única característica curiosa, ele infla seu estômago com água para ganhar tamanho e espantar predadores.


Ao contrário do que parece, o ser nessa imagem não é um brócolis gigante e cor de rosa, mas um animal de meio metro de altura que habita o fundo do mar. O coral rosa ainda não foi identificado, e fa parte, provavelmente, de uma espécie nova e rara.



Molusco tóxico
Essa lesma do mar é uma nova espécie de Phyllidia nudibranch. O molusco de corpo mole não precisa de um concha dura para se proteger de predadores, como seus parentes próximos. Ele libera toxinas que deixam as amaeças longe.


Outra lesma
Mais uma lesma do mar descoberta sob as águas filipinas. Essa é uma espécie muito colorida de Nembrotha nudibranch.




Verme colorido
O verme multicolorido acima é encontrado entre os corais filipinos e pode ser uma nova espécie.


Fonte: Revista Galileu