Cientistas descobrem proteína que transforma abelha em rainha

As abelhas são divididas em rainhas (fertéis) e operárias (estéreis). A larva de abelha do sexo feminino, Apis mellifera, pode se tornar operária, a abelha comum, ou rainha – de corpo mais longo, evolução mais rápida e vida mais longa. A rainha põe ovos que originam as operárias e os zangões, ou abelhas macho. Só agora cientistas descobriram o fator responsável pela transformação de uma larva de abelha comum em rainha: a proteína 57-kDa, presente na geleia real.

Já se sabia que o que determina se a abelha fêmea vai se tornar operária ou rainha não são diferenças genéticas, mas o consumo da geleia real – alimento produzido pelas operárias e dado àquela que será rainha. Porém, o ingrediente que ativa o processo de desenvolvimento da abelha rainha ainda não era conhecido.

Um estudo, conduzido pelo pesquisador Masaki Kamakura, da Universidade de Toyama, no Japão, descobriu que a proteína 57-kDa ativa a enzima quinase p70 S6, responsável pelo aumento do tamanho do corpo da abelha, e aumenta a atividade da MAP quinase, que acelera seu desenvolvimento.

Para entender como a proteína funciona, a equipe de cientistas adicionou o ingrediente da geleia real à dieta de moscas da espécie Drosophila melanogaster. O experimento fez os insetos crescerem e produzirem mais ovos do que o normal, como a abelha rainha.

Fonte: Revista Galileu

Costas do Ártico estão ameaçadas por mudanças climáticas

De acordo com um estudo feito por 30 cientistas de dez países, publicado no último dia 17, o aquecimento global está “devorando” as costas do Ártico, onde erosões de até dez metros ao ano estão ameaçando a sobrevivência de espécies de plantas e animais locais e também afetando a comunidade.

Foram analisados cem mil quilômetros de costa, o que equivale às fronteiras terrestres dos oito países que fazem fronteira ao norte com o oceano Ártico. Segundo o relatório, o mar de Laptev, o leste da Sibéria, ambos na Rússia, e o mar de Beaufort, que faz fronteira com a costa do Canadá, são as áreas mais afetadas.

Como as costas do Ártico representam um terço do total do litoral do planeta, a erosão pode chegar a afetar áreas enormes no futuro. O estudo também mostra que houve rápidas mudanças em uma situação que permaneceu estável por milênios e foi o primeiro que analisou as consequências físicas (geológicas e químicas) do derretimento.

"Parece que a erosão do litoral do Ártico está se acelerando de forma dramática. O corte médio é de meio metro ao ano, mas em algumas zonas chega a ser de dez metros ao ano", disse Volker Rachold, investigador do Instituto Alfred Wegener de Potsdam, na Alemanha.

As mudanças climáticas afetam diretamente os animais selvagens que habitam essas regiões, e os frágeis ecossistemas dos lagos de água doce próximos à costa. O homem também será afetado por este grave processo erosivo, mas seus impactos em relação ao futuro ainda são desconhecidos. Com informações da Folha.

Fonte: Ciclo Vivo

Encontrado lago na Antártida que preserva bizarro ecossistema primitivo

No fundo do lago Untersee pesquisadores descobriram grande quantidade de estromatólitos – rochas formadas por tapetes de calcário, produzidas por microorganismos – que trazem informações sobre os primeiros ecossistemas do planeta.

A pesquisa publicada na revista Geobiologia ocorreu em vários lagos da Antártida com o objetivo de estudar formas de vida microbiana e entender como se iniciou a vida em nosso planeta. Durante o estudo das amostras, os cientistas perceberam que os micróbios encontrados variavam de lago para lago devido a fatores como espessura da camada de gelo, mas em nenhum outro foram encontrados estromatólitos com tanta diversidade de tamanhos e formatos como no lago Untersee.

Esse lago apresenta águas extremamente alcalina e com altas quantidades de metano dissolvido. Nele os estromatólitos são compostos em sua maioria por cianobactérias e antigos organismos fotossintetizantes. As camadas que formam as estruturas dos estromatólitos podem levar décadas pra serem construídas pelas bactérias.

Os estromatólitos estão presentes em locais restritos dos oceanos, como na costa oeste da Austrália e nas Bahamas. Sobrevivem tanto em água salgada como em água doce. Sumner, pesquisador do Instituto SETI em Mountain View na Califórnia afirma que as estruturas encontradas no lago Untersee ajudarão os cientistas a descobrir quais são os limites da vida hoje e que fatores limitavam a vida em um passado distante. Em novembro a equipe de cientistas pretende realizar nova expedição ao lago Untersee e coletar outras amostras.

Fonte: Jornal Ciência

Encontrado molusco que possui olhos de pedra

Cientistas norte-americanos estudaram estrutura ocular dos Quítons – espécie de molusco cujos olhos são feitos a partir de um tipo de rocha.

Os Quítons habitam a Terra há cerca de 5oo milhões de anos; são animais de aproximadamente 7,5 centímetros e possuem centenas de estruturas semelhantes ao olho, mas suas lentes são elaboradas com aragonita – tipo de rocha. Os pesquisadores já conheciam esta característica da espécie de molusco, entretanto não possuíam evidências a respeito da funcionalidade da estrutura. A dúvida residia no fato de os olhos servirem apenas para perceber variações luminosas ou se conseguiam identificar objetos.

Os olhos da espécie são de cristal de carbonato de cálcio e os pesquisadores os consideram uma vantagem evolutiva que permitiu melhores mecanismos de defesa contra eventuais predadores. O estudo foi realizado através de testes feitos colocando os moluscos em contato com um disco preto e uma película cinza. Os animais não responderam ao estímulo cinza, mas apresentaram reações diante do disco negro.


Para os cientistas da Universidade da Califórnia os resultados da experiência foram surpreendentes, visto que grande parte das estruturas oculares é formada por células com proteínas e quitina. Apesar de poderem identificar a presença de objetos, os cientistas acreditam que existam limitações quanto à nitidez das imagens. A pesquisa foi publicada na revista Current Biology.

Segundo Michael Land – pesquisador da Universidade de Sussex - que não esteve envolvido no estudo, os olhos nos quítons surgiram há aproximadamente 25 milhões de anos e ainda hoje representam uma anomalia na evolução da visão.

Fonte: Jornal Ciência

Dinossauro “maligno” é relacionado aos primeiros carnívoros

Um dinossauro recém-descoberto no Novo México pode representar o elo evolutivo entre os primeiros carnívoros e espécies posteriores do Jurássico, segundo uma nova pesquisa.

Denominado Daemonosaurus chauliodus (“réptil de espírito maligno e dentes proeminentes”), o dinossauro foi descrito na última edição da revista Proceedings of the Royal Society B.

O animal viveu há cerca de 205 milhões de anos onde hoje é Ghost Ranch (Rancho Fantasma), no Novo México, o que inspirou seu nome. Durante o Triássico Superior, era um paraíso para os dinossauros, com clima quente e chuvas sazonais. Outros dinossauros que viviam ali, como o predador Coelophysis bauri, não devem ter escapado do “sorriso” do dentuço Daemonosaurus.

"O Daemonosaurus possuía um focinho curto, com enormes dentes dianteiros que se projetavam da mandíbula superior”, explicou ao Discovery Notícias Hans-Dieter Sues, autor do artigo, acrescentando que o dinossauro provavelmente media entre um metro e um metro e meio de comprimento.

Sues, curador de paleontologia de vertebrados do Museu Nacional Smithsonian de História Natural, e sua equipe descobriram os restos do animal, um crânio e um pescoço fossilizados.

As análises científicas dos restos determinaram que o dinossauro pertencia ao Período Triássico, com algumas características mais avançadas, associadas aos dinossauros do Jurássico Superior.

As características do Triássico, vinculadas ao Daemonosaurus, incluem uma pequena abertura no focinho, entre a fossa nasal e a órbita do olho, além de ossos mais primitivos, relacionados aos alvéolos de um sistema pulmonar semelhante ao dos pássaros. Essas características se desenvolveriam mais tarde em espécies recentes.

No entanto, os dentes especializados do Daemonosaurus revelaram que se tratava de uma espécie bem mais avançada que seus parentes mais antigos. Ao longo do tempo, os dinossauros carnívoros, como o famoso Tyrannosaurus rex, desenvolveram focinhos mais longos e também mais dentes, complexas aberturas no focinho e extremidades mais parecidas com as dos pássaros.

Os dinossauros antigos corriam sobre as patas traseiras, incluindo espécies predadoras como o Herrerasaurus, que viveram onde hoje é a Argentina e o Brasil há aproximadamente 230 milhões de anos. Devido a uma brecha na classificação de fósseis, alguns paleontólogos duvidavam que os dinossauros mais antigos fossem carnívoros bípedes, mas o Daemonosaurus fortalece o argumento de que eram terópodes, ajudando a fechar a brecha evolutiva.

Apesar do clima agradável do Novo México no fim do Triássico, as novas descobertas sugerem que os dinossauros deste período devoravam uns aos outros.

"O Daemonosaurus provavelmente era a presa do Coelophysis, uma espécie mais avançada", explicou Sues. "Além disso, existiam outros grandes predadores, como um grande crocodilo e um enorme fitossauro”.

Randall Irmis, curador de paleontologia da Universidade de Utah, declarou ao Discovery Notícias que “esta descoberta é emocionante por várias razões. Primeiro, porque os paleontólogos pensaram durante muito tempo que a única espécie de dinossauro conservada no sítio do Coelophysis era o próprio Coelophysis bauri ; esta é a primeira evidência conclusiva da existência de outros dinossauros neste depósito mundialmente famoso”.

Fonte: Discovery Brasil

Florescimento de uma das maiores flores do mundo

O raro florescimento de uma das maiores plantas do mundo atraiu muitos visitantes ao Jardim Botânico da cidade suíça de Basel neste sábado.

A flor-cadáver Amorphophallus titanum tem esse nome por causa do forte cheiro de carne em decomposição que exala para atrair insetos para polinização.

A planta de 17 anos nunca havia florescido antes. Os exemplares da espécie costumam morrer depois de ficar abertos por um dia ou dois apenas.

Em todo o mundo só foram registrados 134 florescimentos artificiais da planta, nativa da Indonésia.

Fonte: BBC Brasil

Salamandra possui algas vivendo em harmonia dentro de seu corpo


Em estudo divulgado na revista Proceedings, da Academia Nacional das Ciências, pesquisadores descrevem a relação de cooperação mútua entra as salamandras e as algas verdes.

A pesquisa desenvolvida na Universidade de Dalhousie apresenta a interação entre as salamandras e as algas que vivem no interior de suas células. Este tipo de evento é típico em espécies de invertebrados; o caso da salamandra e das algas é o primeiro que se tem relato em que estas invadem o corpo de um animal com espinha dorsal. Para os pesquisadores este tipo de associação era impossível, visto que o sistema imunológico dos vertebrados é bem desenvolvido e a qualquer alerta de corpo estranho aciona um ataque ao invasor.

Mesmo possuindo sistema imunológico mais especializado, as algas verdes conseguem burlá-lo quando este ainda não completou o seu desenvolvimento. Elas se aderem às células animais na fase embrionária da salamandra. Além disto, as salamandras oferecem menos risco, pois seu sistema de defesa é deficitário. As algas penetram nos embriões e permanecem em suas células até a fase adulta.


Fonte: Jornal Ciência