Encontrado o único vertebrado que consegue comer através de sua pele

De acordo com o caráter evolutivo os animais vertebrados apresentam sistema digestório desenvolvido e a ingestão dos alimentos é feita através da boca. A pele tem como principais funções o revestimento e proteção contra agentes externos.

Porém recentemente zoólogos da Nova Zelândia se depararam com uma criatura que parecia pertencer a Era Paleozóica. O animal é o vertebrado mais simples já descrito, comumente conhecido como enguia lodo (esses animais não são enguias verdadeiras) é considerada animal de transição entre os vertebrados primitivos e os mais modernos.

O que mais despertou a atenção dos pesquisadores foi à pele intestinal da espécie. Os estudiosos da Universidade de Canterbury conduziram vários experimentos com dois tipos de aminoácidos para comprovar a permeabilidade da pele e os resultados foram positivos. Sim, a enguia lodo é capaz de absorver nutrientes através do tecido epitelial.


Esses animais possuem crânio ósseo e mesmo sendo classificados como vertebrados apresentam mandíbula e notocorda flexível. O coordenador da pesquisa, Dr. Chris Glover acredita que essa forma de alimentação deve ser uma característica adaptativa ao ambiente onde vive a espécie em função da forte concorrência por comida. As conclusões a respeito da forma de alimentação da enguia lodo foram publicadas na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

Fonte: Jornal Ciência

Empresa projeta geradores de energia eólica para áreas urbanas


Grandes, as turbinas eólicas de larga escala são bem potentes e podem gerar grande quantidade de energia, mas também requerem grandes investimentos em infraestrutura. Mas, e se pudéssemos aproveitar o poder do vento em locais próximos das cidades sem causar alguma obstrução na paisagem?


A ideia é da NL Architects e o objetivo é explorar a “domesticação” do vento com as Powers Flowers – espécies de turbinas dispostas em formato de árvores.


Esses pequenos e quase inaudíveis geradores de vento poderiam ser colocados em qualquer cidade com poucos edifícios e ainda serviriam como esculturas artísticas, já que possuem um visual agradável.

Fonte: Eco4Planet e EcoD

Cientistas desvendam mistérios de florestas fossilizadas na Antártida

Dinossauros teriam vivido na Antártida
Cientistas que estudam fósseis de plantas e animais encontrados na Antártida descobriram que esses seres possuíam mecanismos sofisticados que lhes permitiam sobreviver vários meses no escuro.
Segundo teorias, no período em que essas criaturas viveram, cem milhões de anos atrás, a Terra estava à beira de um aquecimento extremo.
As calotas de gelo que tinham coberto os polos haviam praticamente derretido, permitindo que amplas florestas crescessem no local.
Hoje, com o aumento nas médias de temperatura registradas no Continente Antártico, os cientistas não descartam a possibilidade de que plantas voltem a florescer na região.


Passado Sub-Tropical

Uma das primeiras pessoas a encontrar evidências de florestas antárticas foi o conhecido explorador britânico Robert Falcon Scott.
Retornando do Polo Sul em 1912, ele encontrou fósseis de plantas na geleira Beardmore.
Fósseis de árvores mostram o passado subtropical da Antártida
O peso adicional dos espécimes pode ter contribuído para a sua trágica morte (Scott morreu congelado dias depois de alcançar o Polo Sul), mas revelou ao mundo o passado sub-tropical do continente.
A pesquisadora Jane Francis, da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, seguiu os passos de Scott, passando dez temporadas na Antártida coletando fósseis de plantas.
"Ainda acho incrivelmente fascinante a ideia de que a Antártida foi um dia coberta de florestas", disse Francis à BBC.
"Temos como certo que a Antártida sempre foi uma vastidão gelada, mas as calotas de gelo são, em termos de história geológica, relativamente recentes".
Uma das mais incríveis descobertas da cientista foi feita nas Montanhas Transantárticas, não muito longe de onde Scott encontrou seus fósseis.
"Estávamos no alto dos picos gelados quando encontramos uma camada de sedimento cheia de folhas frágeis e gravetos".
Mais tarde, a equipe descobriu que esses fósseis eram restos de arbustos de faia (árvore típica de climas temperados).
Com idade em torno de cinco milhões de anos, os arbustos estavam entre as últimas plantas a viver no continente antes do seu resfriamento.
Outros fósseis revelam que florestas verdadeiramente subtropicais existiram na Antártida em períodos anteriores, durante a chamada "era dos dinossauros", quando níveis muito mais altos de gás carbônico provocaram um período de aquecimento global extremo no planeta.
"Se você voltar cem milhões de anos no tempo, a Antártida estava coberta de florestas (de árvores) altas, semelhantes às que existem hoje na Nova Zelândia", disse à BBC Vanessa Bowman, colega de Francis na Universidades de Leeds.
"Encontramos com frequência troncos fossilizados que devem ter vindo de árvores muito grandes".


Longas Noites

Para os especialistas, a característica mais intrigante e bizarra das florestas polares era sua capacidade de sobreviver a longos invernos, onde a noite dura meses, e aos verões sem fim, quando o sol brilha à meia-noite.
O cientista David Beerling, da Universidade de Sheffield, no norte do país, explica qual foi o desafio que essas espécies tiveram de enfrentar:
"Durante períodos prolongados de escuridão no inverno quente, as árvores consomem seu estoque de nutrientes", ele disse. Mas se isso continua por tempo muito longo, elas vão acabar "passando fome", disse Beerling à BBC.
Para entender como as árvores sobreviveram a essas condições extremas, Beerling fez um experimento.
Entre as plantas que um dia viveram na Antártida está a espécie Ginkgo biloba, que por viver até hoje é considerada um fóssil vivo.
"O que fizemos foi plantar mudas dessas plantas em estufas sem luz onde pudemos simular as condições de luz da Antártida".
"Também aumentamos a temperatura e as concentrações de CO2 para obter as mesmas condições".
O experimento demonstrou que as árvores podem sobreviver incrivelmente bem a esse ambiente estranho. Embora usem seus estoques de alimento no inverno, elas compensam as perdas porque são capazes de fazer a fotossíntese 24 horas por dia no verão.


Dinossauros no escuro

Outros fósseis encontrados mostram que dinossauros também habitaram a região.
O especialista em dinossauros Thomas Rich, do Victoria Museum, na Australia, encontrou vários exemplares desses fósseis.
Com o aquecimento global, a Antártida pode voltar a ter florestas
"O único esqueleto de dinossauro completo que encontramos (na região) é o Leaellynasaura. O que é realmente incomum sobre esse espécime é o crânio. Ele indica que o animal tinha lóbulos ópticos maiores", ele explicou.
Segundo o especialista, isso indica que os dinossauros polares podem ter possuído uma visão noturna extremamente desenvolvida e, portanto, estavam bem adaptados para encontrar alimento e sobreviver aos prolongados invernos antárticos.
Hoje, lençóis de gelo com espessura de três quilômetros cobrem uma região que um dia foi habitada por florestas e dinossauros.
Entretanto, registros geológicos oferecem provas irrefutáveis de que, em toda a história do planeta, vêm ocorrendo flutuações dramáticas no clima do Polo Sul.
Nos últimos 50 anos, a temperatura na Península Antártica subiu em torno de 2,8 ºC, um aquecimento mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo.
Se esse aquecimento continuar, os cientistas não descartam a possibilidade de que o Continente Antártico volte a ter a cor verde esmeralda.
"Isso é possível", disse Francis à BBC. "Entretanto, isso implica que espécies de plantas sejam capazes de migrar pelo Oceano do Sul, vindas de lugares como a América do Sul ou a Austrália".

Fonte: BBC Brasil

Grilos inspiram comunicação invisível entre robôs

Um grilo que vive em cavernas se comunica de uma forma muito peculiar, disparando anéis de ar em alta pressão, como se fossem anéis de fumaça invisíveis, na direção de um companheiro de espécie. Este truque inspirou uma forma de comunicação invisível entre robôs.

A maioria das espécies de grilos se comunicam emitindo sons esfregando suas asas, mas o Phaeophilacris spectrum, conhecido como grilo africano de caverna, tem um outro método de comunicação. Uma série de quatro ou cinco desses anéis parece ser o sinal para a fêmea se preparar para o acasalamento. Como os anéis de ar são silenciosos, não há risco de predadores serem alertados pela presença dos insetos.

Os anéis de ar são produzidos quando uma lufada de ar é injetada através de um buraco sem vento. Uma região de baixa pressão se desenvolve em torno de seus lados, fazendo as bordas se voltarem ao centro. Os grilos fazem isso até que rajadas de ar em forma de rosca sejam criadas. Vórtices como este podem viajar por distâncias surpreendentemente longas.

Agora, Andy Russell, um engenheiro da Universidade Monash, na Austrália, fez com que um par de robôs se comunicasse usando sequências codificadas de anéis de ar. Um alto-falante em formato de cone projeta rajadas de ar através de uma abertura de dois centímetros para criar um anel de ar que foi detectado a 30 centímetros de distância por um sensor de pressão em outro robô.

Usando um código binário, um caractere ASCII foi enviado e decodificado a cada 4 segundos. "Como os grilos da caverna, pode haver momentos em que um robô não quer que suas comunicações sejam interceptadas", diz Russell.

Chris Melhuish, do Laboratório de Robótica de Bristol, no Reino Unido, concorda: "Este poderia ser um complemento útil para o arsenal de comunicação dos futuros sistemas robóticos", afirma.

Fonte: Revista Galileu

NASA revela que polos estão derretendo em ritmo acelerado

Segundo um novo estudo da NASA na última terça-feira, as camas de gelo da Groenlândia e da Antártida estão perdendo sua massa em ritmo acelerado. As descobertas do estudo – o mais longo sobre o assunto feito até hoje – revela que a perda de massa nas camadas de gelo dos polos, superam a perda de gelo em glaciais de montanhas e das calotas polares, passando a se tornar o principal fator para o aumento do nível do mar, previsto para muito mais cedo do que mostravam estudos anteriores.

Os quase 20 anos de estudo revelam que, em 2006, a camada de gelo da Groenlândia e da Antártida perderam, em média, a massa combinada de 475 gigatoneladas por ano. Isso é suficiente para elevar o nível global do mar em uma média de 1,3 milímetros por ano. (Uma gigatonelada equivale a um bilhão de toneladas métricas)

O ritmo de perda de massa nas calotas de gelo polares está acelerando rapidamente. A cada ano, ao longo do estudo, notou-se que as duas camadas de gelo perderam uma média combinada de 36,3 gigatoneladas a mais do que no ano anterior. Em comparação, o estudo de 2006 sobre as geleiras e calotas polares, a perda estimada era de 402 gigatoneladas por ano, em média, com uma taxa de aceleração de ano-sobre-ano, três vezes menor do que a dos mantos de gelo.

"Que as camadas de gelo serão a principal causa do aumento do nível do mar no futuro não é surpreendente, já que possuem uma massa de gelo muito maior que as geleiras da montanha", ressaultou o autor do estudo, Eric Rignot, da Universidade da Califórnia.

"O surpreendente é que esta maior contribuição das camadas de gelo já está ocorrendo. Se as tendências atuais continuarem, o nível do mar tende a ser significativamente maior do que os níveis previstos pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em 2007. Nosso estudo ajuda a reduzir as incertezas nas projeções de curto prazo sobre o aumento do nível do mar. ", advertiu o cientista, que realizou a pesquisa com a colaboração do Laboratório da propulsão do jato (JPL) da Nasa.

A equipe de Rignot, combinou quase duas décadas (1992-2009) das medições por satélite mensal com dados regionais de modelos atmosféricos do clima para examinar as alterações na massa de gelo e tendências na aceleração da perda de gelo.

Os autores concluem que, se as taxas atuais de derretimento de camadas de gelo se manterem nos próximos 40 anos, a perda acumulada pode elevar o nível do mar em15 centímetros até 2050. Se adicionada as contribuições das perdas de calotas de gelo glacial, cerca de oito centímetros, e a expansão térmica dos oceanos, nove centímetros, o aumento do nível do mar total pode chegar a 32 centímetros. Com informações da NASA.

Fonte: Ciclo Vivo

Educação Ambiental


O professor entrega para você uma folha de sulfite com um lado em branco e diz que ela é uma relíquia, pedindo que você use a criatividade e mostre nela ou a partir dela, qual a sua visão sobre a Educação Ambiental.
De repente, as suas ideias começam a surgir...
Uma relíquia? O que mais seria uma relíquia para todos nós além do nosso mundo? Este é onde moramos, comemos, brindamos... VIVEMOS!
Mas já percebeu como está o nosso mundo ultimamente? Nossa natureza - aquela que na realidade é a nossa casa e esteve sempre em perfeita harmonia e com uma beleza incomparável - sendo destruída desde que os seres humanos - aqueles que se consideram os únicos seres racionais – passaram a existir com seu consumismo e egoísmo.
Então, como os seres humanos são muitos, seriam representados nessa relíquia com pequenos pontinhos, indicando também o seu insignificante tamanho perto da grandeza do universo! Porém, não seriam apenas pontinhos, estes teriam cores: preto – que seria a maioria deles – e vermelho. Por quê?
Nesse mesmo mundo, muitos são egoístas e consumistas – como dito acima – e por pensarem apenas neles, destroem o nosso planeta e sua harmonia. Qual seria a cor para melhor representá-los? Preto: cor da escuridão e normalmente aponta para o lado mal.
E os pontinhos vermelhos? Estes, além de serem em uma cor destaque para mostrar o quanto são importantes, ainda formam um desenho em que aparecem pessoas de mãos dadas, pois estes pontinhos seriam as pessoas que ainda lutam por um mundo melhor, tentam fazer a sua parte e também conscientizar aqueles egoístas “pontinhos” pretos. Os “pontinhos” vermelhos estão e devem eternamente ficar unidos para que consigam cumprir boa parte da bondade que planejam.
O que toda essa história tem de comum com a Educação Ambiental e seus princípios, é que através dela, tentamos ser esses “pontinhos” vermelhos para trazer a conscientização para os “pontinhos” pretos e fazê-los perceber como precisamos que a nossa natureza, nossa casa, nosso mundo, precisa continuar preservada e em harmonia.

By: Chris
Ps: A imagem não ficou muito boa no pc, o vermelho virou cinza... mas o que vale é a intenção da mensagem!


Cientistas revelam a mecânica por trás da teia de aranha

Uma pesquisa publicada recentemente no Biophysical Journal descreveu a arquitetura das teias de aranha a partir do nível atômico e revelou novas informações sobre a estrutura molecular do material produzido por estes animais.
A força das teias, que parecem ser bem frágeis, sempre chamou a atenção dos cientistas. "As fibras das teias têm propriedades mecânicas espetaculares. Elas tem uma força comparada a do ferro, uma tenacidade maior que a do Kevlar - uma fibra sintética muito resistente - e a densidade menor que a do algodão e do nylon", disse Dr. Frauke Gräter, do Instituto alemão Heidelberg, um dos autores do estudo.
Sabe-se que as teias de aranha consistem em dois tipos de blocos, os componentes amorfos leves e os cristalinos fortes. O que a equipe do Dr. Gräter fez foi desenvolver um estudo que começava a observar a arquitetura a partir do nível atômico para entender como estas subunidades contribuíam para a construção dos blocos. Eles então usaram simulações moleculares para estudar estas subunidades individualmente e em duplas.
A conclusão a que eles chegaram é de que as subunidades amorfas são responsáveis pela elasticidade da teia e pela distribuição do estresse pelo fio. Já para a tenacidade do material foi necessária uma quantidade específica de subunidades cristalinas. A forma como elas são distribuídas na estrutura também interfere neste resultado. Estruturas diferentes com estes mesmos componentes foram testadas durante o estudo. "Um arranjo serial das subunidades cristalinas e amorfas em discos superou um arranjo aleatório ou paralelo, sugerindo um novo modelo estrutural para a teia", explica o cientista. O estudo é mais um passo no desenvolvimento de fibras artificiais tão resistentes como as produzidas pelas aranhas. 

Fonte: Estadão