Grilos inspiram comunicação invisível entre robôs

Um grilo que vive em cavernas se comunica de uma forma muito peculiar, disparando anéis de ar em alta pressão, como se fossem anéis de fumaça invisíveis, na direção de um companheiro de espécie. Este truque inspirou uma forma de comunicação invisível entre robôs.

A maioria das espécies de grilos se comunicam emitindo sons esfregando suas asas, mas o Phaeophilacris spectrum, conhecido como grilo africano de caverna, tem um outro método de comunicação. Uma série de quatro ou cinco desses anéis parece ser o sinal para a fêmea se preparar para o acasalamento. Como os anéis de ar são silenciosos, não há risco de predadores serem alertados pela presença dos insetos.

Os anéis de ar são produzidos quando uma lufada de ar é injetada através de um buraco sem vento. Uma região de baixa pressão se desenvolve em torno de seus lados, fazendo as bordas se voltarem ao centro. Os grilos fazem isso até que rajadas de ar em forma de rosca sejam criadas. Vórtices como este podem viajar por distâncias surpreendentemente longas.

Agora, Andy Russell, um engenheiro da Universidade Monash, na Austrália, fez com que um par de robôs se comunicasse usando sequências codificadas de anéis de ar. Um alto-falante em formato de cone projeta rajadas de ar através de uma abertura de dois centímetros para criar um anel de ar que foi detectado a 30 centímetros de distância por um sensor de pressão em outro robô.

Usando um código binário, um caractere ASCII foi enviado e decodificado a cada 4 segundos. "Como os grilos da caverna, pode haver momentos em que um robô não quer que suas comunicações sejam interceptadas", diz Russell.

Chris Melhuish, do Laboratório de Robótica de Bristol, no Reino Unido, concorda: "Este poderia ser um complemento útil para o arsenal de comunicação dos futuros sistemas robóticos", afirma.

Fonte: Revista Galileu

NASA revela que polos estão derretendo em ritmo acelerado

Segundo um novo estudo da NASA na última terça-feira, as camas de gelo da Groenlândia e da Antártida estão perdendo sua massa em ritmo acelerado. As descobertas do estudo – o mais longo sobre o assunto feito até hoje – revela que a perda de massa nas camadas de gelo dos polos, superam a perda de gelo em glaciais de montanhas e das calotas polares, passando a se tornar o principal fator para o aumento do nível do mar, previsto para muito mais cedo do que mostravam estudos anteriores.

Os quase 20 anos de estudo revelam que, em 2006, a camada de gelo da Groenlândia e da Antártida perderam, em média, a massa combinada de 475 gigatoneladas por ano. Isso é suficiente para elevar o nível global do mar em uma média de 1,3 milímetros por ano. (Uma gigatonelada equivale a um bilhão de toneladas métricas)

O ritmo de perda de massa nas calotas de gelo polares está acelerando rapidamente. A cada ano, ao longo do estudo, notou-se que as duas camadas de gelo perderam uma média combinada de 36,3 gigatoneladas a mais do que no ano anterior. Em comparação, o estudo de 2006 sobre as geleiras e calotas polares, a perda estimada era de 402 gigatoneladas por ano, em média, com uma taxa de aceleração de ano-sobre-ano, três vezes menor do que a dos mantos de gelo.

"Que as camadas de gelo serão a principal causa do aumento do nível do mar no futuro não é surpreendente, já que possuem uma massa de gelo muito maior que as geleiras da montanha", ressaultou o autor do estudo, Eric Rignot, da Universidade da Califórnia.

"O surpreendente é que esta maior contribuição das camadas de gelo já está ocorrendo. Se as tendências atuais continuarem, o nível do mar tende a ser significativamente maior do que os níveis previstos pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em 2007. Nosso estudo ajuda a reduzir as incertezas nas projeções de curto prazo sobre o aumento do nível do mar. ", advertiu o cientista, que realizou a pesquisa com a colaboração do Laboratório da propulsão do jato (JPL) da Nasa.

A equipe de Rignot, combinou quase duas décadas (1992-2009) das medições por satélite mensal com dados regionais de modelos atmosféricos do clima para examinar as alterações na massa de gelo e tendências na aceleração da perda de gelo.

Os autores concluem que, se as taxas atuais de derretimento de camadas de gelo se manterem nos próximos 40 anos, a perda acumulada pode elevar o nível do mar em15 centímetros até 2050. Se adicionada as contribuições das perdas de calotas de gelo glacial, cerca de oito centímetros, e a expansão térmica dos oceanos, nove centímetros, o aumento do nível do mar total pode chegar a 32 centímetros. Com informações da NASA.

Fonte: Ciclo Vivo

Educação Ambiental


O professor entrega para você uma folha de sulfite com um lado em branco e diz que ela é uma relíquia, pedindo que você use a criatividade e mostre nela ou a partir dela, qual a sua visão sobre a Educação Ambiental.
De repente, as suas ideias começam a surgir...
Uma relíquia? O que mais seria uma relíquia para todos nós além do nosso mundo? Este é onde moramos, comemos, brindamos... VIVEMOS!
Mas já percebeu como está o nosso mundo ultimamente? Nossa natureza - aquela que na realidade é a nossa casa e esteve sempre em perfeita harmonia e com uma beleza incomparável - sendo destruída desde que os seres humanos - aqueles que se consideram os únicos seres racionais – passaram a existir com seu consumismo e egoísmo.
Então, como os seres humanos são muitos, seriam representados nessa relíquia com pequenos pontinhos, indicando também o seu insignificante tamanho perto da grandeza do universo! Porém, não seriam apenas pontinhos, estes teriam cores: preto – que seria a maioria deles – e vermelho. Por quê?
Nesse mesmo mundo, muitos são egoístas e consumistas – como dito acima – e por pensarem apenas neles, destroem o nosso planeta e sua harmonia. Qual seria a cor para melhor representá-los? Preto: cor da escuridão e normalmente aponta para o lado mal.
E os pontinhos vermelhos? Estes, além de serem em uma cor destaque para mostrar o quanto são importantes, ainda formam um desenho em que aparecem pessoas de mãos dadas, pois estes pontinhos seriam as pessoas que ainda lutam por um mundo melhor, tentam fazer a sua parte e também conscientizar aqueles egoístas “pontinhos” pretos. Os “pontinhos” vermelhos estão e devem eternamente ficar unidos para que consigam cumprir boa parte da bondade que planejam.
O que toda essa história tem de comum com a Educação Ambiental e seus princípios, é que através dela, tentamos ser esses “pontinhos” vermelhos para trazer a conscientização para os “pontinhos” pretos e fazê-los perceber como precisamos que a nossa natureza, nossa casa, nosso mundo, precisa continuar preservada e em harmonia.

By: Chris
Ps: A imagem não ficou muito boa no pc, o vermelho virou cinza... mas o que vale é a intenção da mensagem!


Cientistas revelam a mecânica por trás da teia de aranha

Uma pesquisa publicada recentemente no Biophysical Journal descreveu a arquitetura das teias de aranha a partir do nível atômico e revelou novas informações sobre a estrutura molecular do material produzido por estes animais.
A força das teias, que parecem ser bem frágeis, sempre chamou a atenção dos cientistas. "As fibras das teias têm propriedades mecânicas espetaculares. Elas tem uma força comparada a do ferro, uma tenacidade maior que a do Kevlar - uma fibra sintética muito resistente - e a densidade menor que a do algodão e do nylon", disse Dr. Frauke Gräter, do Instituto alemão Heidelberg, um dos autores do estudo.
Sabe-se que as teias de aranha consistem em dois tipos de blocos, os componentes amorfos leves e os cristalinos fortes. O que a equipe do Dr. Gräter fez foi desenvolver um estudo que começava a observar a arquitetura a partir do nível atômico para entender como estas subunidades contribuíam para a construção dos blocos. Eles então usaram simulações moleculares para estudar estas subunidades individualmente e em duplas.
A conclusão a que eles chegaram é de que as subunidades amorfas são responsáveis pela elasticidade da teia e pela distribuição do estresse pelo fio. Já para a tenacidade do material foi necessária uma quantidade específica de subunidades cristalinas. A forma como elas são distribuídas na estrutura também interfere neste resultado. Estruturas diferentes com estes mesmos componentes foram testadas durante o estudo. "Um arranjo serial das subunidades cristalinas e amorfas em discos superou um arranjo aleatório ou paralelo, sugerindo um novo modelo estrutural para a teia", explica o cientista. O estudo é mais um passo no desenvolvimento de fibras artificiais tão resistentes como as produzidas pelas aranhas. 

Fonte: Estadão

Quem dorme até tarde não é vagabundo, diz ciência

Alvo de críticas de familiares e amigos, quem gosta de ficar na cama até a hora do almoço pode ter um motivo científico para a "vagabundagem": o distúrbio do sono atrasado. O assunto foi um dos temas abordados no 6º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu recentemente em Gramado.
O organismo humano tem um ciclo diário, de modo que os níveis hormonais e a temperatura do corpo se alteram ao longo do dia e da noite. Depois do almoço, por exemplo, o corpo trabalha para fazer a digestão e, conseqüentemente, a temperatura sobe, o que pode causar sonolência.
Quando dormimos, a temperatura do corpo diminui e começamos a produzir hormônios de crescimento. Se dormirmos durante a noite, no escuro, produzimos também um hormônio específico chamado melatonina, responsável por comandar o ciclo do sono e fazer com que sua qualidade seja melhor, que seja mais profundo.
Pessoas vespertinas, que têm o hábito de ir para a cama durante a madrugada e dormir até o meio dia, por exemplo, só irão começar a produzir seus hormônios por volta das 5 da manhã. Isso fará com que tenham dificuldade de ir para a cama mais cedo no outro dia e, consequentemente, de acordar mais cedo. É um hábito que só tende a piorar, porque a pessoa vai procurar fazer suas atividades durante o final da tarde e a noite, quando tem mais energia.
O pesquisador Luciano Ribeiro Jr. da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em sono, explica que esse distúrbio pode ser genético: "Pessoas com o gene da ‘vespertilidade’ têm predisposição para serem vespertinas. É claro que fator social e educação também podem favorecer”. Mas não se sabe ainda até que ponto o comportamento social pode influenciar o problema.
A questão, na verdade, é que o vespertino não se encaixa na rotina que consideramos normal e acaba prejudicado em muitos aspectos. O problema surge na infância. A criança prefere estudar durante a tarde e não consegue praticar muitas atividades de manhã. Na adolescência, a doença é acentuada, uma vez que os jovens tendem a sair à noite e dormir até tarde com mais frequência.
A característica vira um problema quando persiste na fase adulta. “O vespertino é aquele que já saiu da adolescência. Pessoas acima de 20 anos de idade que não conseguem se acostumar ao ritmo de vida que a maioria está acostumada”, diz Luciano. Segundo ele, cerca de 5% da população sofre do transtorno da fase atrasada do sono em diferentes graus e apenas uma pequena parcela acaba se adaptando à rotina contemporânea.
O pesquisador conta também que, além do preconceito sofrido pelos pais, professores e, mais tarde, pelos colegas de trabalho, o vespertino sofre de problemas psiquiátricos com maior frequência: depressão, bipolaridade, hiperatividade, déficit de atenção são os mais comuns. Além disso, a privação do sono profundo, quando sonhamos, faz com que a pessoa tenha maior susceptibilidade a vários problemas de saúde: no sistema nervoso, endócrino, renal, cardiovascular, imunológico, digestivo, além do comportamento sexual.
O tratamento não envolve apenas remédios indutores do sono, como se fosse uma insônia comum. É necessária uma terapia comportamental complexa, numa tentativa de mudar o hábito, procurando antecipar o horário do sono. Envolve estímulo de luz, atividades físicas durante a manhã e principalmente um trabalho de reeducação.
E as pessoas que têm o hábito de acordar às 4 ou 5 horas da manhã? “O lado oposto do vespertino é o que a gente chama de avanço de fase. Só que esse não tem o problema maior no sentido social. Ele está mais adaptado aos ritmos sociais e profissionais. Os meus pacientes deste tipo têm orgulho, já ouvi mais de uma vez eles dizendo ‘Deus ajuda quem cedo madruga’”, diz o neurologista.

Fonte: Revista Galileu

Coalas estão ameaçados de extinção no leste da Austrália

Confrontados com a ameaça das doenças e da urbanização, o número de coalas na costa leste da Austrália está caindo rapidamente. Nas áreas mais afetadas, mais de 60% da população da espécie desapareceu nos últimos 10 anos.

Mas, para os ambientalistas que pensam que a reconstrução do habitat poderia reverter o declínio na região, Jonathan Rhodes e seus colegas da Universidade de Queensland, em Brisbane, têm notícias preocupantes. Utilizando dados obtidos pelo monitoramento e rastreamento 220 coalas por quatro anos, seu modelo matemático que prevê o reflorestamento por si só não será suficiente para reverter a sorte da marsupiais.

Eliminar as mortes de coalas atropelados em estradas ou atacados por cães também não vai melhorar a situação da espécie. A prevenção das doenças responsáveis por 59% das mortes conseguiria interromper a tendência de queda na população, mas não há atualmente nenhum tratamento para o víruso que está matando os animais.

Mas nem tudo está perdido. A população de coalas da costa leste da Austrália pode voltar a crescer se as ameaças de doenças, ataques de cachorros e atropelamentos forem diminuidas como um todo. Assim que a população de coalas voltar a crescer, mais árvores replantadas irão ajudar a manter o crescimento.

Fonte: Revista Galileu

Tartarugas com GPS?

Você já deve ter ouvido falar que as tartarugas marinhas, quando adultas, sempre voltam à mesma praia onde nasceram para desovar. Incrível, não é?

Mas já parou para pensar como é que elas fazem isso? Como elas sabem exatamente qual era a praia? E como elas acham o caminho de volta após anos e anos migrando oceano afora?

Se nós, seres humanos, com nossos cérebros gigantes e tecnologia superevoluída, temos dificuldade em manter o rumo certo no oceano, imagine então uma “simples” tartaruga, sem bússola nem mapa nem muito menos GPS!

Cerca de 10 anos atrás, um casal de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (UNC), nos Estados Unidos, propôs que as tartarugas usavam o campo magnético da Terra para se orientar no oceano. Parecia loucura no início, mas a teoria foi comprovada por vários experimentos e hoje é amplamente aceita como correta. Não só para as tartarugas marinhas como para várias outras espécies migratórias de aves, mamíferos e insetos.

No trabalho original, publicado em 2001 na revista Science, Kenneth e Catherine Lohmann mostraram que as tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta, é o nome científico) usavam referências do campo magnético da Terra para determinar posições de latitude (norte-sul). Agora, dez anos depois, fizeram um experimento bem semelhante e concluíram que as tartarugas utilizam esse mesmo mecanismo para determinar também sua posição de longitude (leste-oeste) … o que era um mistério até agora.

O campo magnético da Terra é gerado pela movimentação do ferro líquido e fervente que compõe o núcleo externo do planeta (que é chamado “externo”, mas na verdade é interno, pois está dentro do planeta, então não se confunda … é que dentro desse núcleo “externo” há um outro núcleo de ferro sólido, chamado núcleo “interno”). Por ser um líquido condutor de eletricidade, ao girar com o planeta ele cria esse magnetismo, que flui do pólo norte ao pólo sul, envolvendo a Terra numa espécie de bolha magnética. Por isso as bússolas sempre apontam para o norte, porque é lá que a atração magnética do planeta é mais forte. (Para ler mais sobre o interior da Terra, veja um artigo que escrevi em 2008: Terra, o planeta petit gateau)

Como o magnetismo flui num eixo norte-sul, faz sentido que as tartarugas consigam utilizá-lo como uma referência de latitude, percebendo pequenas diferenças nas características do campo dependendo de onde estão.

Mas e quanto à longitude?? O campo magnético não varia de forma significativa no eixo leste-oeste, então ninguém tinha conseguido explicar isso até agora.

O que os pesquisadores fizeram para investigar o mistério foi colocar filhotes recém-nascidos de tartaruga-cabeçuda em tanques de água redondos, rodeados por um sistema controlado de ímãs, capaz de reproduzir as condições do campo magnético de qualquer ponto do planeta. As tarataruguinhas, então, eram deixadas livres para nadar na direção que quisessem, e todos seus movimentos eram monitorados por um sistema de sensores computadorizado.

Antes dos resultados, uma explicação: As tartarugas-cabeçudas que nascem na costa leste dos EUA (onde o estudo foi feito) seguem uma rota migratória bem estabelecida. Assim que saem do ovo na praia elas vão para a água e começam a nadar para o leste, pegando carona nas correntes de água mais quente e fértil que as levam num passeio de vários anos pelo Atlântico, circulando no sentido horário, passando pela costa oeste da África, até voltar aos Estados Unidos.

Os pesquisadores, então, usaram a piscina magnética do laboratório para simular dois pontos geográficos de uma mesma latitude, mas de longitudes diferentes – um em cada lado do Atlântico. Quando simulavam o campo magnético de Porto Rico, no Caribe, as tartaruguinhas nadavam no sentido nordeste. Quando simulavam o campo magnético das Ilhas de Cabo Verde, na costa da África, elas nadavam no sentido sudoeste. Ou seja: na direção que elas nadariam de fato se tivessem acabado de nascer nesses lugares, de acordo com a rota migratória padrão da espécie.

Como a única coisa que mudava entre uma simulação e outra era a longitude do campo magnético, os pesquisadores concluem que, apesar das diferenças serem muito sutis, as tartarugas-cabeçudas são capazes, sim, de determinar sua posição leste-oeste com base no campo magnético da Terra. Assim como fazem com a latitude.

É como se elas tivessem um GPS biológico embutido na cabeça. Imagine só!

Como esse GPS funciona, porém, ainda é um mistério … O estudo em questão, publicado na revista Current Biology, não propõe nenhuma teoria. Mas encontrei a seguinte referência no site do Projeto Tamar: “A presença de magnetita (mineral muito sensível à direção do campo magnético usado para fazer ímãs) no cérebro das tartarugas marinhas sugere uma possibilidade para compreender a capacidade de orientação em mar aberto.” Se for isso mesmo, inacreditável!

Fonte: Estadão